Da indignação crítica à ação interseccional: registros da construção de uma disciplina decolonial, anti-opressiva e emancipatória em musicoterapia, na encruzilhada da promoção da saúde e da prevenção da violência
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
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Luiz Paulo Ribeiro
Verônica Magalhães Rosário
Amanda Márcia dos Santos Reinaldo
Andressa Dias Arndt
Verônica Magalhães Rosário
Amanda Márcia dos Santos Reinaldo
Andressa Dias Arndt
Resumo
Esta dissertação investiga a urgência de incorporar perspectivas interseccionais, decoloniais e anti-opressivas na formação e prática da Musicoterapia no Brasil, articulando uma crítica teórica, um diagnóstico curricular e uma proposta de intervenção pedagógica. O estudo parte da premissa de que a musicoterapia, como campo da saúde, necessita de uma reflexão crítica sobre seu papel na reprodução ou no enfrentamento de violências estruturais. A partir de uma revisão crítica da literatura, o primeiro capítulo estabelece a necessidade de uma abordagem que integre saberes antirracistas, feministas e queers, reconhecendo como as complexas interações entre raça, gênero e sexualidade impactam o acesso e a qualidade do cuidado em saúde, perpetuando desigualdades históricas. Em um segundo momento, a pesquisa avança para uma análise empírica, de natureza qualitativa e exploratório-descritiva, dos Projetos Pedagógicos de Curso (PPC) e Planos Políticos Pedagógicos (PPP) das graduações em Musicoterapia no país. Os resultados desta análise documental revelam uma lacuna significativa: embora discursos sobre diversidade estejam presentes, a incorporação de temáticas interseccionais ocorre de forma marginal, frequentemente relegada a um currículo oculto, por meio de atividades de extensão ou ações pontuais, sem uma integração efetiva e estrutural à matriz curricular formal. Como resposta direta a essa lacuna diagnosticada, e como produto deste Mestrado Profissional, o terceiro capítulo apresenta a construção de uma disciplina para o curso de Musicoterapia da UFMG. Intitulada “Prevenção e Enfrentamento às Violências, Promoção da Saúde e Práticas Emancipatórias em Musicoterapia”, a proposta estrutura-se sobre quatro caminhos: Interseccionalidade, Violências, Teorias Decoloniais Emancipatórias e Promoção da Saúde e Práticas Emancipatórias em Musicoterapia. O objetivo é oferecer ferramentas para que futuros profissionais desenvolvam uma consciência crítica e uma prática alinhada à justiça social, capazes de compreender e enfrentar as violências institucionais. Desta forma, a dissertação posiciona a formação em musicoterapia como um ato ético-político, contribuindo para a promoção de uma saúde integral e emancipatória.
Abstract
This dissertation investigates the urgency of incorporating intersectional, decolonial, and anti-oppressive perspectives into the training and practice of Music Therapy in Brazil, articulating a theoretical critique, a curricular diagnosis, and a pedagogical intervention proposal. The study is based on the premise that music therapy, as a health field, requires a critical reflection on its role in either reproducing or confronting structural violence. Based on a critical literature review, the first chapter establishes the need for an approach that integrates anti-racist, feminist, and queer knowledge, recognizing how the complex interactions between race, gender, and sexuality impact access to and the quality of healthcare, perpetuating historical inequalities. In a second phase, the research proceeds to an empirical, qualitative, and exploratory-descriptive analysis of the Course Pedagogical Projects (PPCs) and Political Pedagogical Plans (PPPs) of undergraduate Music Therapy programs in the country. The results of this documentary analysis reveal a significant gap: although discourses on diversity are present, the incorporation of intersectional themes occurs marginally, often relegated to a hidden curriculum through extension activities or specific, isolated actions, without effective and structural integration into the formal curriculum. As a direct response to this diagnosed gap, and as the product of this Professional Master's degree, the third chapter presents the development of a course for the Music Therapy program at UFMG. Titled "Prevention and Confrontation of Violence, Health Promotion, and Emancipatory Practices in Music Therapy," the proposal is structured along four paths: Intersectionality, Violence, Emancipatory Decolonial Theories, and Health Promotion and Emancipatory Practices in Music Therapy. The objective is to offer tools for future professionals to develop a critical awareness and a practice aligned with social justice, capable of understanding and confronting institutional violence. Thus, the dissertation positions music therapy training as an ethical-political act, contributing to the promotion of integral and emancipatory health.
Assunto
Musicoterapia, Promoção da Saúde, Enquadramento Interseccional, Violência/Prevenção & controle, Música, Pesquisa Qualitativa, Empoderamento, Dissertação Acadêmica
Palavras-chave
Formação em musicoterapia, Interseccionalidade, Prevenção da violência, Promoção da saúde, Práticas emancipatórias
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