Da indignação crítica à ação interseccional: registros da construção de uma disciplina decolonial, anti-opressiva e emancipatória em musicoterapia, na encruzilhada da promoção da saúde e da prevenção da violência

dc.creatorWagner Junio Ribeiro
dc.date.accessioned2026-03-27T21:09:13Z
dc.date.issued2025-11-27
dc.description.abstractThis dissertation investigates the urgency of incorporating intersectional, decolonial, and anti-oppressive perspectives into the training and practice of Music Therapy in Brazil, articulating a theoretical critique, a curricular diagnosis, and a pedagogical intervention proposal. The study is based on the premise that music therapy, as a health field, requires a critical reflection on its role in either reproducing or confronting structural violence. Based on a critical literature review, the first chapter establishes the need for an approach that integrates anti-racist, feminist, and queer knowledge, recognizing how the complex interactions between race, gender, and sexuality impact access to and the quality of healthcare, perpetuating historical inequalities. In a second phase, the research proceeds to an empirical, qualitative, and exploratory-descriptive analysis of the Course Pedagogical Projects (PPCs) and Political Pedagogical Plans (PPPs) of undergraduate Music Therapy programs in the country. The results of this documentary analysis reveal a significant gap: although discourses on diversity are present, the incorporation of intersectional themes occurs marginally, often relegated to a hidden curriculum through extension activities or specific, isolated actions, without effective and structural integration into the formal curriculum. As a direct response to this diagnosed gap, and as the product of this Professional Master's degree, the third chapter presents the development of a course for the Music Therapy program at UFMG. Titled "Prevention and Confrontation of Violence, Health Promotion, and Emancipatory Practices in Music Therapy," the proposal is structured along four paths: Intersectionality, Violence, Emancipatory Decolonial Theories, and Health Promotion and Emancipatory Practices in Music Therapy. The objective is to offer tools for future professionals to develop a critical awareness and a practice aligned with social justice, capable of understanding and confronting institutional violence. Thus, the dissertation positions music therapy training as an ethical-political act, contributing to the promotion of integral and emancipatory health.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/2277
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 Internationalen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectMusicoterapia
dc.subjectPromoção da Saúde
dc.subjectEnquadramento Interseccional
dc.subjectViolência/Prevenção & controle
dc.subjectMúsica
dc.subjectPesquisa Qualitativa
dc.subjectEmpoderamento
dc.subjectDissertação Acadêmica
dc.subject.otherFormação em musicoterapia
dc.subject.otherInterseccionalidade
dc.subject.otherPrevenção da violência
dc.subject.otherPromoção da saúde
dc.subject.otherPráticas emancipatórias
dc.titleDa indignação crítica à ação interseccional: registros da construção de uma disciplina decolonial, anti-opressiva e emancipatória em musicoterapia, na encruzilhada da promoção da saúde e da prevenção da violência
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Verônica Magalhães Rosário
local.contributor.advisor-co1IDhttps://orcid.org/0000-0001-7569-798X
local.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3714971492649787
local.contributor.advisor1Luiz Paulo Ribeiro
local.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0002-4278-7871
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4707346826137662
local.contributor.referee1Luiz Paulo Ribeiro
local.contributor.referee1Verônica Magalhães Rosário
local.contributor.referee1Amanda Márcia dos Santos Reinaldo
local.contributor.referee1Andressa Dias Arndt
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/9027847524343646
local.description.resumoEsta dissertação investiga a urgência de incorporar perspectivas interseccionais, decoloniais e anti-opressivas na formação e prática da Musicoterapia no Brasil, articulando uma crítica teórica, um diagnóstico curricular e uma proposta de intervenção pedagógica. O estudo parte da premissa de que a musicoterapia, como campo da saúde, necessita de uma reflexão crítica sobre seu papel na reprodução ou no enfrentamento de violências estruturais. A partir de uma revisão crítica da literatura, o primeiro capítulo estabelece a necessidade de uma abordagem que integre saberes antirracistas, feministas e queers, reconhecendo como as complexas interações entre raça, gênero e sexualidade impactam o acesso e a qualidade do cuidado em saúde, perpetuando desigualdades históricas. Em um segundo momento, a pesquisa avança para uma análise empírica, de natureza qualitativa e exploratório-descritiva, dos Projetos Pedagógicos de Curso (PPC) e Planos Políticos Pedagógicos (PPP) das graduações em Musicoterapia no país. Os resultados desta análise documental revelam uma lacuna significativa: embora discursos sobre diversidade estejam presentes, a incorporação de temáticas interseccionais ocorre de forma marginal, frequentemente relegada a um currículo oculto, por meio de atividades de extensão ou ações pontuais, sem uma integração efetiva e estrutural à matriz curricular formal. Como resposta direta a essa lacuna diagnosticada, e como produto deste Mestrado Profissional, o terceiro capítulo apresenta a construção de uma disciplina para o curso de Musicoterapia da UFMG. Intitulada “Prevenção e Enfrentamento às Violências, Promoção da Saúde e Práticas Emancipatórias em Musicoterapia”, a proposta estrutura-se sobre quatro caminhos: Interseccionalidade, Violências, Teorias Decoloniais Emancipatórias e Promoção da Saúde e Práticas Emancipatórias em Musicoterapia. O objetivo é oferecer ferramentas para que futuros profissionais desenvolvam uma consciência crítica e uma prática alinhada à justiça social, capazes de compreender e enfrentar as violências institucionais. Desta forma, a dissertação posiciona a formação em musicoterapia como um ato ético-político, contribuindo para a promoção de uma saúde integral e emancipatória.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0003-2444-2391
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Promoção de Saúde e Prevenção da Violência
local.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA
local.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO::CURRICULO

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