Aspectos clínicos, histopatológicos e sobrevida de pacientes com diferentes tipos de carcinomas periampulares submetidos a duodenopancreatectomia cefálica com intenção curativa

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Eduardo José Brommelstroet Ramos
Fernando Augusto De Vasconcellos Santos
Maria Cris na Vasconcellos Furtado
Leonardo do Prado Lima

Resumo

Os adenocarcinomas periampulares são divididos de acordo com sua localização anatômica em adenocarcinomas da ampola duodenal, colangiocarcinomas distais, adenocarcinomas duodenais e adenocarcinomas ductais da cabeça do pâncreas. A análise por meio da diferenciação entre os subtipos morfológicos intestinal (INT) e pancreatobiliar (PB) pode permitir avaliação mais acurada para definição do benefício no tratamento sistêmico pós-operatório. Este trabalho tem como objetivo comparar os aspectos clínicos, histopatológicos e sobrevida de pacientes com diferentes subtipos histológicos de carcinomas periampulares – INT, PB e pancreático (PAN), submetidos a duodenopancreatectomia cefálica com intenção curativa, avaliando de forma comparativa as variáveis e a sobrevida dos diferentes grupos. Foram analisadas de forma retrospectiva variáveis clínico-demográficas, laboratoriais e histopatológicas de 120 pacientes assistidos no período de 2005 a 2022. À análise univariada de sobrevida, o subtipo histológico apresentou diferença significativa ao se comparar os três grupos. O tempo médio de sobrevida dos pacientes com o tipo PB e PAN foi inferior ao do tipo INT (62 ± 8,9 meses, 22,7 ± 2,23 meses e 108 ± 8 meses, respectivamente, p<0,001). Além disso, a estratificação morfológica se mostrou como fator prognóstico independente à análise multivariada, sendo inferior à sobrevida dos portadores de tumores do subtipo pancreatobiliar (HR 4,41; IC 95% 1,25 - 15,53; p=0,021) e pancreático (HR 13,96; IC 95% 3,99 - 48,75; p<0,001). Maior razão linfonodal também foi identificada como fator prognóstico para estes pacientes (HR 1,93; IC 95% 1,11 - 3,35; p=0,018). As variáveis histopatológicas se destacaram com diferente distribuição entre os grupos estudados, apresentando perfil progressivamente pior quando avaliados os subtipos INT, PB e PAN, respectivamente. Isso se refletiu em diferentes sobrevidas na comparação entre os grupos, sendo observada maior sobrevida no subtipo INT e menor nos tipos PB e PAN. À análise de sobrevida, as variáveis histopatológicas foram as que apresentaram impacto à análise univariada, prevalecendo como fator independente de pior prognóstico a maior razão linfonodal e a subdivisão de acordo com a classificação morfológica. Pacientes portadores de adenocarcinomas subtipo PB apresentaram chance superior a quatro vezes de evoluir a óbito durante o seguimento quando comparados ao subtipo INT e, entre os pacientes com tumores pancreáticos, esse risco foi quase 14 vezes superior.

Abstract

Assunto

Carcinoma Ductal Pancreático, Pancreaticoduodenectomia, Ampola Hepatopancreática, Prognóstico, Análise de Sobrevida

Palavras-chave

carcinoma ductal pancreático, duodenopancreatectomia, carcinoma da ampola de Vater, fatores prognósticos, análise de sobrevida

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