Max Weber, o conhecimento sociológico da história: uma interlocução com a filosofia hegeliana
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Dissertação de mestrado
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Membros da banca
Alexandre Antonio Cardoso
Resumo
Nesta dissertação, se não uma unidade, busca-se discernir ao menos uma continuidade entre as diferentes épocas do pensamento de Weber. Procuram-se as bases de sua sociologia num debate da história e, também, a singularidade de sua proposta epistemológica, mediante algumas matrizes teóricas que a antecedem nesse debate. Particularmente, é sugerido um diálogo, em que se investigam afinidades e contradições, entre os fundamentos da sociologia weberiana e a dimensão filosófica da história propugnada por G.W.F. Hegel. Através da confrontação com uma das tradições teóricas que, na Alemanha reconstruída, norteiam a discussão sobre a história, pretende-se localizar o pensamento de Weber no contexto intelectual em que é formulada sua idéia de saber sociológico. Nesse sentido, não ambicionando competir com esforços interpretativos realizados em outras direções (dos quais o mais comum talvez seja uma filiação, ainda que circunstancial, do ponto de vista weberiano a concepções teóricas kantianas ou neokantianas), e repetindo o que fez Jaspers (1977), confere-se uma identidade de historiador universal ao sociólogo que assume o espírito (entenda-se, a cultura) como matéria a ser discutida: nas ciências sociais, trata-se da intervenção de fenômenos espirituais, cuja compreensão por revivência constitui uma tarefa especificamente diferente da que poderiam, ou quereriam, resolver as fórmulas do conhecimento exato da natureza.
Abstract
Assunto
Sociologia, Weber, Max, 1864-1920, Hegel, Georg Wilhelm Friedrich, 1770-1831
Palavras-chave
Max Weber, sociologia, filosofia hegeliana