Avaliação externa da alfabetização de jovens, adultos e idosos: um estudo no contexto do Proaja-PI
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Vanessa Regina Eleutério Miranda
Márcio Rogério de Oliveira Cano
Andréa Portolomeos
Márcio Rogério de Oliveira Cano
Andréa Portolomeos
Resumo
Neste trabalho, nos propormos a discutir as especificidades de uma avaliação da alfabetização
padronizada, com foco no monitoramento externo, no âmbito de um Programa de
alfabetização de jovens, adultos e idosos, desenvolvido no estado do Piauí, o PROAJA, entre
os anos de 2021 e 2022. Trata-se de um estudo de caso de caráter descritivo-analítico, no qual
procuramos contextualizar o PROAJA utilizando tanto documentos de domínio público, como
leis e regulamentações, quanto documentos produzidos especificamente para o
acompanhamento desse programa, como a fundamentação teórica dos perfis de alfabetização,
manuais de aplicação, lives voltadas à formação de aplicadores de testes, entre outros.
Realizou-se, também, uma entrevista de ênfase narrativa com um experiente gestor que
participou como consultor desse Programa. Ao discutir o PROAJA e as avaliações
desenvolvidas para esse programa, buscamos apreender as contribuições presentes na
literatura sobre avaliação da alfabetização externa à escola, nas duas últimas décadas.
Procuramos, ainda, abordar singularidades e convergências do PROAJA em relação a grandes
programas de alfabetização de adultos, desenvolvidos no país em âmbito nacional. As
descrições e análises apresentadas nos remetem ao entendimento de que ainda há muito a
avançar na proposição de programas de alfabetização de adultos, sobretudo, quanto à carga
horária a ser ofertada, a fim de que essa crie condições para que os alunos tenham tempo
necessário para efetivamente se alfabetizarem e não apenas “participarem” do programa. Ao
lado disso, a própria apresentação da Matriz pedagógica da avaliação já indica a importância
das práticas alfabetizadoras contemplarem as habilidades necessárias à apropriação da palavra
escrita pelos alunos, o que requer uma formação continuada dos alfabetizadores. Há que se
considerar, como explicitamos em diferentes momentos deste trabalho, que a avaliação não
corresponde aos usos que dela se faz. Uma avaliação padronizada, com foco em habilidades
necessárias à alfabetização, quando pedagogicamente adequada, como a que aqui discutimos,
pode ser apropriada de modos distintos pelos diferentes executores da política. Tal fator
evidencia que, em relação à questão da avaliação externa, há ainda muito a caminhar, já que,
não raramente, ainda confundimos a avaliação propriamente dita, com os usos que dela se faz.
Tais usos, embora muitas vezes sejam bem-intencionados, por colocarem foco na
responsabilização, acabam por secundarizar ou mesmo inviabilizar uso pedagógico desse tipo
de avaliação.
Abstract
Assunto
Educação de adultos, Avaliação educacional, Piauí - Alfabetização de adultos
Palavras-chave
Avaliação da alfabetização, Alfabetização de jovens, Adultos e idosos, Avaliação externa, Programas de alfabetização de adultos