Estabilidade e espontaneidade em Hannha Arendt : o papel da institucionalidade no corpo político

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tipo

Tese de doutorado

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Primeiro orientador

Membros da banca

Newton Bignotto de Souza
Carlo Gabriel Kszan Pancera
Rosângela Almeida Chaves
Fábio Abreu dos Passos

Resumo

Esta pesquisa busca contribuir para a elucidação das reflexões de Hannah Arendt sobre a dimensão institucional da política. Diante de uma interpretação da obra da autora que privilegia o aspecto performático e agonal da política e, por vezes, nega haver em Arendt um interesse pela institucionalidade, questionamos se é possível a estabilidade e a espontaneidade coexistirem num mesmo corpo político e em caso afirmativo, quais elementos que Arendt nos fornece para pensarmos esse tipo de institucionalidade. Para responder a esse problema, este trabalho encontra-se dividido em duas partes, cada uma composta de dois capítulos. A primeira parte, de cunho preliminar e historiográfico tem como objetivo explicitar a importância do tema do institucional para Arendt por meio das críticas que a autora dirige à Grande Tradição do pensamento político-filosófico e da sua interpretação apropriativa dos “escritores políticos”. Dessa primeira etapa conclui-se que as críticas de Arendt alcançam também o modo de se compreender a organização dos corpos políticos. O segundo movimento da tese, de caráter principal e mais doutrinal, consiste em extrair os termos da gramática e sintaxe arendtiana da institucionalidade. Nesses dois últimos capítulos parte-se da interpretação que a autora fornece para os acontecimentos do Totalitarismo e das Revoluções a fim de extrair os princípios que se reificariam numa “institucionalidade desertificante” e em uma “institucionalidade mundanizante”, respectivamente. Ao final do percurso, afirma-se a existência, no pensamento de Arendt, da ideia de uma institucionalidade permeável, que consiste no fato paradoxal de que a dimensão institucional da política só pode ser estável se deixar-se nutrir pela espontaneidade da ação política, que cotidianamente faz surgir o novo sem necessariamente abolir os princípios políticos provenientes da fundação do corpo político.

Abstract

Assunto

Filosofia - Teses, Arendt, Hannah, 1906-1975, Totalitarismo - Teses

Palavras-chave

Hannah Arendt, Institucionalidade, Revolução, Totlitarismo

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