Research bias and scientific shortfalls in seed ecology literature compromise conservation of a megadiverse flora
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
Research biases are persistent issues in ecology, though their consequences for
biodiversity conservation are often neglected. Bias presence across the literature
accounts for knowledge gaps, since some taxa, geographic areas and species attributes
remain overlooked. Deficient data on these attributes hamper accurate predictions of
species responses to anthropogenic disturbances, resulting in inadequate conservation
strategies. We evaluated research biases in the seed ecology literature in Brazil, a
megadiverse country with endangered flora. Our focus on seed ecology lies in the
paramount importance of seeds for ex situ and in situ conservation. We hypothesized
that (1) the uneven distribution of Brazilian research institutions involves a geographic
bias; (2) economic and ecological importance of some species entails a phylogenetic
bias; and (3) these species generally have fleshy fruits and biotic dispersal, thus creating
an ecological bias. Our data sources were both the Scielo database and the Web of
Science. We analyzed geographic, phylogenetic and ecological biases, and generated a
Kernel density map. Across 847 papers, we found that seed ecology research was
geographically biased. The highest study densities were recorded in the Atlantic
Rainforest and the Cerrado. Taxa with economic and ecological importance were
overstudied, resulting in a phylogenetic bias. Likewise, we detected that threatened
species were understudied. We also detected an ecological bias as tree, fleshy-fruited
and biotic-dispersed species were overstudied. Overall, research biases and knowledge
gaps in seed ecology result in negative implications for conservation, as it may limit the
predictions about Brazilian flora responses to disturbances and adequate biodiversity
management.
Abstract
Vieses nas pesquisas em ecologia são assuntos persistentes, embora suas consequências
na conservação da biodiversidade sejam negligenciadas. A presença de vieses na
literatura contribui para lacunas de conhecimentos, pois alguns taxa, áreas geográficas e
atributos de espécies carecem informações. A ausência do conhecimento desses
atributos dificulta previsões da resposta das espécies frente às perturbações
antropogênicas, resultando em estratégias de conservação inadequadas. Avaliamos
vieses na pesquisa em ecologia de sementes no Brasil, um país megadiverso com
biodiversidade ameaçada. Nosso foco em ecologia de sementes deve-se a sua
importância para a conservação ex situ e in situ. Hipotetizamos que (1) a distribuição
desigual das instituições de pesquisa brasileiras promovem vieses geográficos; (2) a
importância econômica e ecológica das espécies resultam em vieses filogenéticos; e (3)
essas espécies, geralmente, possuem frutos carnosos e dispersão biótica, produzindo
vieses ecológicos. Usamos as plataformas Scielo e Web of Science para construir nossa
base de dados. Analizamos vieses geográficos, filogenéticos, ecológicos e geramos um
mapa Kernel de densidade. Encontramos que a pesquisa em ecologia de sementes foi
enviesada geograficamente. As maiores densidades de estudos foram registradas na
Mata Atlântica e Cerrado. Taxa com importância econômica e ecológica foram sobre
estudados, resultando em vieses filogenéticos. Igualmente, detectamos que espécies
ameaçadas são subestudadas. Encontramos também vieses ecológicos, pois árvores com
frutos carnosos e dispersão biótica foram sobre-estudadas. Vieses e lacunas de
conhecimento na pesquisa em ecologia de semente resultam em implicações negativas
na conservação, pois limitam prever as respostas da flora brasileira aos distúrbios e
manejo adequado da biodiversidade.
Assunto
Ecologia, Magnoliopsida, Viés, Espécies em Perigo de Extinção
Palavras-chave
Angiosperms, Brazil, Ecological bias, Geographic bias, Hutchinsonian shortfall, Knowledge gaps, Phylogenetic bias, Threatened species
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