Olhar a diferença-resistência do feminino, em busca da borda do nada

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Artigo de periódico

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Looking at the difference-resistance of the feminine, in search of the edge of nothingness

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Resumo

Na história dos gêneros marcados pelo traço autobiográfico, os modos de viver ligados à identidade masculina tendem a se tornar a norma: homens encarnam a humanidade, as mulheres permanecem presas em sua diferença feminina. O sujeito do gênero feminino que escreve se vê marcado pelo desejo de quebrar a expectativa socialmente aprovada e por uma luta pessoal contra o normatizado. Como afirma S. Felman, a constituição do sujeito feminino perpassa a hesitação de assumir uma diferença que aparece com a forma social de uma resistência (FELMAN,1993, p. 3-19). Na pesquisa com os diários de Catherine Pozzi e Aline De Lens, procuramos, justamente, compreender o que essa a diferença-resistência podia significar, uma vez que se trata de uma situação circunstanciada (ainda que, infelizmente, atualizada de diferentes formas) e que essa condição de desvio não possui valor ontológico. Afinal: do ponto de vista teórico, que essa diferença-resistência tem a dizer?

Abstract

Assunto

Subjetividade, Metáfora

Palavras-chave

Subjetividade, Metáfora, Autoria feminina, Discurso autorreferencial, Autorreflexividade

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https://periodicos.unb.br/index.php/cerrados/article/view/26163

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