"A gente não tem nada pronto, a gente tá em construção": a política linguística para estudantes migrantes e refugiados nas escolas municipais de Belo Horizonte
| dc.creator | Liliane Francisca Batista | |
| dc.date.accessioned | 2025-08-26T14:18:32Z | |
| dc.date.accessioned | 2025-09-08T23:00:53Z | |
| dc.date.available | 2025-08-26T14:18:32Z | |
| dc.date.issued | 2025-04-30 | |
| dc.description.abstract | O Esta tese de Doutorado tem como objetivo analisar a construção da política linguística para o acolhimento de estudantes migrantes e refugiados nas escolas municipais de Belo Horizonte, com vistas a contribuir para seu fortalecimento. Sua base teórica está fundamentada, principalmente, na Linguística Aplicada Indisciplinar (Moita Lopes, 2006) e nos estudos sobre políticas linguísticas (Shohamy, 2006). Esta pesquisa, de natureza qualitativa, se valeu de três principais instrumentos para a geração de registros, a saber: i. o discurso de dez profissionais que trabalham com a educação de migrantes e refugiados na Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte e duas professoras pesquisadoras, a partir de cinco Encontros de Formação realizados durante o segundo semestre de 2022; ii) 25 respostas de gestores e coordenadores, a um questionário enviado às escolas com presença de estudantes migrantes e refugiados e; iii) meu diário como professora e pesquisadora, com relatos da minha primeira experiência como professora de Português como Língua de Acolhimento, durante o ano de 2017. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, autoetnográfica e interpretativista, pois seu interesse central está na interpretação dos significados atribuídos pelos sujeitos às suas experiências e suas ações. No cruzamento dos dados, identificamos as representações que emergiram, principalmente, das falas de professores e gestores que participaram da pesquisa, seja por meio dos Encontros de Formação ou nas respostas ao questionário, sobre a ideia concebida em relação a “políticas linguísticas”, “estudantes migrantes e refugiados” e “seus repertórios linguísticos”. Os dados apontaram, também, alguns desafios próprios da educação em contexto de migração. Sob a base desses dados, construímos categorias de análise (Bardin, 2011) para examinar como essas representações influenciam a formulação e a implementação das políticas linguísticas na RMEBH que, conforme resultados, apesar dos avanços, ainda encontra obstáculos a serem superados, como a falta de preparo dos professores para atuarem em contexto de migração e a carência de políticas linguísticas institucionais para o referido cenário. A análise revela que há uma tendência à invisibilização dos estudantes e da sua diversidade linguística e cultural, o que impacta diretamente a adaptação dos estudantes e o acesso ao saber. Com base nas reflexões contidas nesta pesquisa, ganha destaque a necessidade de formação voltada para professores, gestores e comunidade escolar, que contemple uma educação plurilíngue e intercultural. Nesse sentido, a valorização do bi/plurilinguismo no contexto escolar pode conferir maior visibilidade aos estudantes, consolidando um passo importante na construção da política linguística para migrantes e refugiados na cidade de Belo Horizonte. | |
| dc.description.sponsorship | CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/84587 | |
| dc.language | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.rights | Acesso Aberto | |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/ | |
| dc.subject | Língua portuguesa - Estudo e ensino - Falantes estrangeiros - Belo Horizonte (MG) | |
| dc.subject | Política linguística - Belo Horizonte | |
| dc.subject | Professores de português - Formação | |
| dc.subject | Imigrantes - Condições sociais | |
| dc.subject | Linguística aplicada | |
| dc.subject.other | Políticas linguísticas | |
| dc.subject.other | Migrantes e refugiados | |
| dc.subject.other | Educação básica | |
| dc.subject.other | Língua de escolarização | |
| dc.subject.other | Bi/plurilinguismo | |
| dc.title | "A gente não tem nada pronto, a gente tá em construção": a política linguística para estudantes migrantes e refugiados nas escolas municipais de Belo Horizonte | |
| dc.title.alternative | « ON N’A RIEN DE TOUT PRET, ON EST EN CONSTRUCTION » : LA POLITIQUE LINGUISTIQUE POUR LES ETUDIANTS MIGRANTS ET REFUGIES DANS LES ECOLES MUNICIPALES DE BELO HORIZONTE | |
| dc.type | Tese de doutorado | |
| local.contributor.advisor-co1 | Christian Jean-Marie Régis Degache | |
| local.contributor.advisor-co1Lattes | http://lattes.cnpq.br/9159555388925967 | |
| local.contributor.advisor1 | Leandro Rodrigues Alves Diniz | |
| local.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/6131363509796975 | |
| local.contributor.referee1 | Nildiceia Aparecida Rocha | |
| local.contributor.referee1 | Sílvia Maria Martins Melo Pfeifer | |
| local.contributor.referee1 | Catherine Carras | |
| local.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/7193585679039189 | |
| local.description.resumo | Esta tese de Doutorado tem como objetivo analisar a construção da política linguística para o acolhimento de estudantes migrantes e refugiados nas escolas municipais de Belo Horizonte, com vistas a contribuir para seu fortalecimento. Sua base teórica está fundamentada, principalmente, na Linguística Aplicada Indisciplinar (Moita Lopes, 2006) e nos estudos sobre políticas linguísticas (Shohamy, 2006). Esta pesquisa, de natureza qualitativa, se valeu de três principais instrumentos para a geração de registros, a saber: i. o discurso de dez profissionais que trabalham com a educação de migrantes e refugiados na Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte e duas professoras pesquisadoras, a partir de cinco Encontros de Formação realizados durante o segundo semestre de 2022; ii) 25 respostas de gestores e coordenadores, a um questionário enviado às escolas com presença de estudantes migrantes e refugiados e; iii) meu diário como professora e pesquisadora, com relatos da minha primeira experiência como professora de Português como Língua de Acolhimento, durante o ano de 2017. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, autoetnográfica e interpretativista, pois seu interesse central está na interpretação dos significados atribuídos pelos sujeitos às suas experiências e suas ações. No cruzamento dos dados, identificamos as representações que emergiram, principalmente, das falas de professores e gestores que participaram da pesquisa, seja por meio dos Encontros de Formação ou nas respostas ao questionário, sobre a ideia concebida em relação a “políticas linguísticas”, “estudantes migrantes e refugiados” e “seus repertórios linguísticos”. Os dados apontaram, também, alguns desafios próprios da educação em contexto de migração. Sob a base desses dados, construímos categorias de análise (Bardin, 2011) para examinar como essas representações influenciam a formulação e a implementação das políticas linguísticas na RMEBH que, conforme resultados, apesar dos avanços, ainda encontra obstáculos a serem superados, como a falta de preparo dos professores para atuarem em contexto de migração e a carência de políticas linguísticas institucionais para o referido cenário. A análise revela que há uma tendência à invisibilização dos estudantes e da sua diversidade linguística e cultural, o que impacta diretamente a adaptação dos estudantes e o acesso ao saber. Com base nas reflexões contidas nesta pesquisa, ganha destaque a necessidade de formação voltada para professores, gestores e comunidade escolar, que contemple uma educação plurilíngue e intercultural. Nesse sentido, a valorização do bi/plurilinguismo no contexto escolar pode conferir maior visibilidade aos estudantes, consolidando um passo importante na construção da política linguística para migrantes e refugiados na cidade de Belo Horizonte. | |
| local.publisher.country | Brasil | |
| local.publisher.department | FALE - FACULDADE DE LETRAS | |
| local.publisher.initials | UFMG | |
| local.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos |