Não se nasce mãe, torna-se mãe : uma análise temporal dos sentidos atribuídos aos corpos que gestam
Carregando...
Arquivos
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Angela Cristina Salgueiro Marques
Danila Gentil Rodriguez Cal Lage
Luciana de Oliveira
Danila Gentil Rodriguez Cal Lage
Luciana de Oliveira
Resumo
Compreendendo os media como espaço de encontro de diversas formas de conhecer o mundo, como uma esfera de aparecimento público, e com consequente potencial de reconfiguração de normas ou de conformação destas, esta dissertação investiga como se configura a relação corpo-maternidade nos media ao longo de 40 anos, e como isso se relaciona com mulheres mães, ativistas e não ativistas do parto humanizado. O arcabouço teórico se ancora na perspectiva do feminismo matricêntrico (O’Reilly, 2016), nas leituras feministas do pensamento de Foucault sobre corpo e regimes disciplinares (McLaren, 2002) e na noção de performatividade de Judith Butler, culminando na noção de performatividade da maternidade, utilizada como guia análitico principal. A análise foi realizada a partir da constituição de um arranjo disposicional (Braga, 2018) composto pela análise de conteúdo de uma amostra do jornal O Globo das décadas de 1980, 1990, 2000 e 2010 e por narrativas de mães. Restringimos o corpus a reportagens que tratassem de gestante, compreendendo a gestação como período de início das performances maternas esperadas. Os resultados apontam para uma ênfase dos arranjos em determinar funções maternas, predomínio do discurso da especialização médica e performatividades de maternidades que desafiam os regimes disciplinares.
Abstract
Assunto
Comunicação - Teses, Feminismo - Teses, Mães - Teses, O Globo (Jornal) - Teses
Palavras-chave
Corpo, Arranjos disposicionais, O Globo, Geminismo matricêntrico