Da miragem à morada: a ideia de natureza confrontada pela crítica da vida cotidiana

dc.creatorElisa Porto Marques
dc.date.accessioned2022-08-25T11:05:03Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:29:41Z
dc.date.available2022-08-25T11:05:03Z
dc.date.issued2022-01-27
dc.description.abstractStarting from the characterization of a “modern ideology of nature”, the initial objective of this research is to envision possible transformations in the relationships between humans and non- humans, through the “critique of everyday life”. Based on the Marxist tradition, especially on Henri Lefebvre's theory, I describe a “mirage-nature” – illusory, fragmented, residual – forged in the western imaginary and consolidated in the context of the “urban-industrial”. In the next step, I recognize a lefebvrian "horizon of possibilities", in which an "urban-utopia" is outlined. Understanding the prevalence of use over exchange value, the overcoming of an ethics of domination by practices of “appropriation” and the recovery of the meaning of “dwelling”, I propose the basis for a “nature-dwell”. Aiming to deepen the emancipatory ideas reached in the level of everyday life, I approach the scale of domestic life, together with feminist epistemology. With an economic perspective “from the background” (Nancy Fraser), or “from below” (Veronica Gago), the separation between production and social reproduction is questioned. Identifying experiences of communal bonds as an ecofeminist counterpower (Silvia Federici), the limitations between public and private, State and market are challenged. Through the radicalization of “care” as a field of interdependence between beings from a “more-than-human” world (María Puig de la Bella Casa), the revision of the principle of human exceptionality and the very idea of “nature” is envisioned. Finally, taking the conquest of narrative as a tool for imagination and political dispute (bell hooks), I propose the emergence of a “feminist imagination of dwelling”.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/44553
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectNatureza
dc.subjectVida urbana
dc.subjectEcofeminismo
dc.subjectArquitetura e filosofia
dc.subject.otherNatureza
dc.subject.otherVida cotidiana
dc.subject.otherUrbano
dc.subject.otherReprodução social
dc.subject.otherDoméstico
dc.subject.otherEcofeminismo
dc.subject.otherÉtica do cuidado
dc.subject.otherImaginação política
dc.titleDa miragem à morada: a ideia de natureza confrontada pela crítica da vida cotidiana
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Rita de Cássia Lucena Velloso
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9851174293226009
local.contributor.referee1Rogério Palhares Zschaber de Araújo
local.contributor.referee1João Bosco Moura Tonucci Filho
local.contributor.referee1Heloisa Soares de Moura Costa
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2444471468696045
local.description.resumoPartindo da caracterização de uma “ideologia moderna da natureza”, o objetivo inicial da pesquisa é vislumbrar possíveis transformações nas relações entre humanos e não-humanos, por meio da “crítica da vida cotidiana”. Com embasamento na tradição marxista, especialmente na teoria de Henri Lefebvre, descrevo uma “natureza-miragem” – ilusória, fragmentada, residual – forjada no imaginário ocidental e consolidada no contexto do “urbano-industrial”. No passo seguinte, reconheço um “horizonte de possibilidades” lefebvriano, em que se delineia um “urbano-utopia”. Pela retomada da prevalência do uso sobre o valor-de-troca, a superação de uma ética de dominação por práticas de “apropriação” e a recuperação do sentido do “habitar”, proponho a formulação de uma “natureza-morada”. Visando aprofundar as ideias emancipatórias alcançadas no nível da vida cotidiana, abordo a escala da vida doméstica, junto à epistemologia feminista. Em uma perspectiva econômica “de fundo” (Nancy Fraser) ou “de baixo” (Veronica Gago), é questionada a separação entre produção e reprodução social. Identificando experiências de laços comunais como um “contrapoder” ecofeminista (Silvia Federici), são desafiadas as limitações entre público e privado, Estado e mercado. Pela radicalização do “cuidado” como um âmbito de interdependência entre seres de um mundo “mais-que-humano” (María Puig de la Bella Casa), é vislumbrada a revisão do princípio de excepcionalidade humana e da própria ideia de “natureza”. Tomando, enfim, a conquista da narrativa como ferramenta de imaginação e disputa política (bell hooks), proponho a emergência de uma “imaginação feminista da morada”.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentARQ - ESCOLA DE ARQUITETURA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo

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