Arqueologia ‘na flor da terra’ quilombola : ancestralidade e movimentos Sankofa no território dos povos do Aproaga - Amazônia Paraense

Carregando...
Imagem de Miniatura

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Federal de Minas Gerais

Descrição

Tipo

Tese de doutorado

Título alternativo

Archeology 'in the flower of the earth' quilombola : ancestry and Sankofa movements in the territory of the peoples of Aproaga - Pará Amazon

Primeiro orientador

Membros da banca

Magda dos Santos Ribeiro
Patrícia Marinho de Carvalho
Rosinalda Correa da Silva Simoni
Joseline Simone Barreto Trindade

Resumo

Este trabalho versa essencialmente sobre conhecimento, ou seja, acerca dos modos de conhecer e gerarmos (re)conhecimentos. Emerge em distinção afrontosa ao modo de conhecer ocidental branco cis-hetero cristão moderno, ora hegemônico na academia com sua respectiva (re)produção sistemática de violências epistêmicas, individualismos, invisibilidades e silenciamentos. Trata-se, portanto, de um aquilombamento em múltiplas dimensões, que para tanto, tenho me afrorreferenciado nesta pratica de desobediência epistêmica e existencial. Enquanto arqueólogue, reivindico e demarco a urgência de (re)fazermos também a arqueologia como um modo de conhecer elaborado a partir de uma prática decolonial e conforme perspectivas afrorreferenciadas. Em movimentos Sankofa a própria tese faz-se uma experiência coletiva, práxis de (re)conhecimentos de existências e saberes orgânicos, por sua vez Orientada pela ancestralidade que me constitui e reverencio no Terreiro e em coletividade afrodiaspórica. Para além do alcance de objetivos formais da arqueologia, tencionamos a prática e reflexividade da relação de conhecimento como condições de possibilidade e decorrente de vivências coexistênciais entre seres e saberes orgânicos negro-quilombolas. Assim, a própria produção e troca de conhecimentos deriva de confluências contracolonialistas e dos movimentos de andança Sankofa, compartilhados em especial com as comunidades quilombolas dos Povos do Aproaga. Nesse contexto, os Povos do Aproaga são como se autodenominam algumas comunidades quilombolas (re)existentes na Amazônia Paraense, baixo curso do Rio Capim. Enquanto que Sankofa é uma imagem-potência de origem africana adotada nessa caminhada de (re)conhecimentos, pois possibilita comunicar as reivindicações concernentes aos direitos de nós gentes afrodiaspóricas em relação à reparação da violência sofrida com a escravidão, colonização e o racismo, de afinal podermos voltar às nossas origens e ancestrais, de colocarmos em afroperspectiva as nossas memórias e temporalidades, de maneira que realmente nos interessem e façam sentindo em nossas histórias e comunidades de matrizes africanas.

Abstract

This work is essentially about knowledge, that is, about the ways of knowing and generating knowledge. It emerges in a daring contrast to the modern cis-hetero white Western Christian way of knowing, now hegemonic within academia through its systematic (re-)production of epistemic violence, individualisms, invisibilities and silences. It is, therefore, an aquilombamento [maroon-ing] in multiple dimensions, for the purpose of which I have come back to African references through the practice of epistemic and existential disobedience. As an archaeologist, I claim and point to the urgency of also re-making archeology as a way of knowing elaborated from the standpoint of decolonial practice and according to afro-referenced perspectives. Within Sankofa movements, the dissertation itself becomes a collective experience, a praxis of the acknowledgement of existences and organic knowledge, in turn guided by the ancestrality that constitutes me and which I honor in Terreiro and in Afrodiasporic collectives. Beyond the achievement of formal goals in archeology, we point to the practice and reflexivity of the knowledge relationship as conditions of possibility and resulting from coexisting experiences between Black Quilombola beings and knowledge. Thus, the production and exchange of knowledge itself derives from counter-colonialist confluences and from the sankofa walking movements, shared especially with the Quilombola communities of the Aproaga Peoples. In this context, the Peoples of Aproaga are as they call themselves some Quilombola communities in the Pará State Amazon, based on the Capim River. While Sankofa is a potency-image of African origin adopted in this journey of (ac-)knowledge(-ment), as it makes it possible to communicate concerns about the rights of us Afrodiasporic people in relation to the reparations of the violence suffered with enslavement, colonization and racism, and after all we can return to our origins and ancestors, to put in afro-perspective our memories and temporalities, in a way that really interests us and is meaningful within our stories and communities of African origin.

Assunto

Antropologia - Teses, Arqueologia - Teses, Quilombos - Teses, Cultura - Teses

Palavras-chave

Arqueologia Sankofa, Povos do Aproaga, Quilombolas, Diáspora africana, Ancestralidade, Amazônia

Citação

Endereço externo

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por

Licença Creative Commons

Exceto quando indicado de outra forma, a licença deste item é descrita como Acesso Aberto