Arqueologia ‘na flor da terra’ quilombola : ancestralidade e movimentos Sankofa no território dos povos do Aproaga - Amazônia Paraense

dc.creatorIrislane Pereira Moraes
dc.date.accessioned2023-02-20T19:53:50Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:27:21Z
dc.date.available2023-02-20T19:53:50Z
dc.date.issued2021-03-29
dc.description.abstractThis work is essentially about knowledge, that is, about the ways of knowing and generating knowledge. It emerges in a daring contrast to the modern cis-hetero white Western Christian way of knowing, now hegemonic within academia through its systematic (re-)production of epistemic violence, individualisms, invisibilities and silences. It is, therefore, an aquilombamento [maroon-ing] in multiple dimensions, for the purpose of which I have come back to African references through the practice of epistemic and existential disobedience. As an archaeologist, I claim and point to the urgency of also re-making archeology as a way of knowing elaborated from the standpoint of decolonial practice and according to afro-referenced perspectives. Within Sankofa movements, the dissertation itself becomes a collective experience, a praxis of the acknowledgement of existences and organic knowledge, in turn guided by the ancestrality that constitutes me and which I honor in Terreiro and in Afrodiasporic collectives. Beyond the achievement of formal goals in archeology, we point to the practice and reflexivity of the knowledge relationship as conditions of possibility and resulting from coexisting experiences between Black Quilombola beings and knowledge. Thus, the production and exchange of knowledge itself derives from counter-colonialist confluences and from the sankofa walking movements, shared especially with the Quilombola communities of the Aproaga Peoples. In this context, the Peoples of Aproaga are as they call themselves some Quilombola communities in the Pará State Amazon, based on the Capim River. While Sankofa is a potency-image of African origin adopted in this journey of (ac-)knowledge(-ment), as it makes it possible to communicate concerns about the rights of us Afrodiasporic people in relation to the reparations of the violence suffered with enslavement, colonization and racism, and after all we can return to our origins and ancestors, to put in afro-perspective our memories and temporalities, in a way that really interests us and is meaningful within our stories and communities of African origin.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/50237
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectAntropologia - Teses
dc.subjectArqueologia - Teses
dc.subjectQuilombos - Teses
dc.subjectCultura - Teses
dc.subject.otherArqueologia Sankofa
dc.subject.otherPovos do Aproaga
dc.subject.otherQuilombolas
dc.subject.otherDiáspora africana
dc.subject.otherAncestralidade
dc.subject.otherAmazônia
dc.titleArqueologia ‘na flor da terra’ quilombola : ancestralidade e movimentos Sankofa no território dos povos do Aproaga - Amazônia Paraense
dc.title.alternativeArcheology 'in the flower of the earth' quilombola : ancestry and Sankofa movements in the territory of the peoples of Aproaga - Pará Amazon
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Mariana Petry Cabral
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4689226568364722
local.contributor.referee1Magda dos Santos Ribeiro
local.contributor.referee1Patrícia Marinho de Carvalho
local.contributor.referee1Rosinalda Correa da Silva Simoni
local.contributor.referee1Joseline Simone Barreto Trindade
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8275684647902866
local.description.resumoEste trabalho versa essencialmente sobre conhecimento, ou seja, acerca dos modos de conhecer e gerarmos (re)conhecimentos. Emerge em distinção afrontosa ao modo de conhecer ocidental branco cis-hetero cristão moderno, ora hegemônico na academia com sua respectiva (re)produção sistemática de violências epistêmicas, individualismos, invisibilidades e silenciamentos. Trata-se, portanto, de um aquilombamento em múltiplas dimensões, que para tanto, tenho me afrorreferenciado nesta pratica de desobediência epistêmica e existencial. Enquanto arqueólogue, reivindico e demarco a urgência de (re)fazermos também a arqueologia como um modo de conhecer elaborado a partir de uma prática decolonial e conforme perspectivas afrorreferenciadas. Em movimentos Sankofa a própria tese faz-se uma experiência coletiva, práxis de (re)conhecimentos de existências e saberes orgânicos, por sua vez Orientada pela ancestralidade que me constitui e reverencio no Terreiro e em coletividade afrodiaspórica. Para além do alcance de objetivos formais da arqueologia, tencionamos a prática e reflexividade da relação de conhecimento como condições de possibilidade e decorrente de vivências coexistênciais entre seres e saberes orgânicos negro-quilombolas. Assim, a própria produção e troca de conhecimentos deriva de confluências contracolonialistas e dos movimentos de andança Sankofa, compartilhados em especial com as comunidades quilombolas dos Povos do Aproaga. Nesse contexto, os Povos do Aproaga são como se autodenominam algumas comunidades quilombolas (re)existentes na Amazônia Paraense, baixo curso do Rio Capim. Enquanto que Sankofa é uma imagem-potência de origem africana adotada nessa caminhada de (re)conhecimentos, pois possibilita comunicar as reivindicações concernentes aos direitos de nós gentes afrodiaspóricas em relação à reparação da violência sofrida com a escravidão, colonização e o racismo, de afinal podermos voltar às nossas origens e ancestrais, de colocarmos em afroperspectiva as nossas memórias e temporalidades, de maneira que realmente nos interessem e façam sentindo em nossas histórias e comunidades de matrizes africanas.
local.identifier.orcid0000-0002-7039-2797
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE ANTROPOLOGIA E ARQUEOLOGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Antropologia

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