Prevalência de valvopatia sugestiva de envolvimento reumático segundo as avaliações clínicas e doppler ecocardiográficas em alunos de uma escola pública de Belo Horizonte
| dc.creator | Lavinia Pimentel Miranda | |
| dc.date.accessioned | 2022-11-16T11:17:43Z | |
| dc.date.accessioned | 2025-09-09T00:43:53Z | |
| dc.date.available | 2022-11-16T11:17:43Z | |
| dc.date.issued | 2012-06-27 | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/47223 | |
| dc.language | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.rights | Acesso Aberto | |
| dc.subject | Febre Reumática/complicações | |
| dc.subject | Ecocardiografia Doppler | |
| dc.subject | Doenças das Valvas Cardíacas | |
| dc.subject | Insuficiência da Valva Mitral | |
| dc.subject | Dissertação Acadêmica | |
| dc.subject | Febre Reumática/epidemiologia | |
| dc.subject | Cardiopatia reumática/diagnóstico | |
| dc.subject | Miocardite/diagnóstico | |
| dc.subject | Programas de Rastreamento | |
| dc.subject | Criança | |
| dc.subject | Adolescente | |
| dc.subject.other | Febre reumática | |
| dc.subject.other | Doppler ecocardiograma | |
| dc.subject.other | Cardiopatia reumática | |
| dc.subject.other | Cardite subclínica | |
| dc.subject.other | Dopplerecocardiograma portátil | |
| dc.subject.other | Doppler ecocardiograma de triagem | |
| dc.subject.other | Valvopatia reumática | |
| dc.title | Prevalência de valvopatia sugestiva de envolvimento reumático segundo as avaliações clínicas e doppler ecocardiográficas em alunos de uma escola pública de Belo Horizonte | |
| dc.type | Dissertação de mestrado | |
| local.contributor.advisor-co1 | Paulo Augusto Moreira Camargos | |
| local.contributor.advisor1 | Zilda Maria Alves Meira | |
| local.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/1423273090862580 | |
| local.contributor.referee1 | Zilda Maria Alves Meira | |
| local.contributor.referee1 | Paulo Augusto Moreira Camargos | |
| local.contributor.referee1 | Cleonice de Carvalho Coelho Mota | |
| local.contributor.referee1 | Maria da Gloria Cruvinel Mota | |
| local.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/9749409458089189 | |
| local.description.resumo | Introdução: A febre reumática (FR) é uma doença inflamatória sistêmica, não supurativa, que ocorre como complicação tardia da infecção da orofaringe causada pelo estreptococo beta hemolítico do grupo A de Lancefield (EBHGA) em indivíduos geneticamente predispostos. Atinge principalmente crianças e adolescentes em idade escolar, na faixa de 5 a 15 anos, período em que há uma maior incidência de amigdalites estreptocócicas. A cardite reumática (CR) é a manifestação mais importante da doença, pois pode ocasionar dano valvar irreversível, muitas vezes incapacitante, evoluindo para a cardiopatia reumática crônica (CRC). A valva mais acometida é a mitral, seguida da aórtica. A ausência de sopro não afasta a possibilidade de envolvimento cardíaco. A cardite subclínica é definida como a presença de regurgitação das valvas mitral e ou aórtica observada ao Doppler ecocardiograma em paciente com quadro de febre reumática aguda (FRA) e ausculta cardíaca normal. Com o advento do Doppler ecocardiograma foi possível detectar disfunção valvar mesmo sem evidência clínica da mesma, assim como definir o grau da disfunção e a presença de alterações morfológicas, permitindo distinguir a regurgitação fisiológica da não fisiológica.Vários estudos de triagem em escolares indicam o uso do Doppler ecocardiograma para identificação da lesão valvar sugestiva de envolvimento reumático, em indivíduos aparentemente saudáveis, tornando possível diagnosticar casos de valvopatia reumática subclínica. Assim, a profilaxia secundária poderia ser introduzida, prevenindo a evolução das lesões valvares e suas implicações. Objetivos: Determinar a prevalência de valvopatia sugestiva de envolvimento reumático segundo as avaliações clínicas e Doppler ecocardiográficas em alunos de uma escola pública de Belo Horizonte. Quantificar o grau de envolvimento valvar encontrado nos escolares que apresentam ausculta cardíaca normal (valvopatias mitral e ou aórtica subclínicas) e naqueles com sopros de regurgitação valvar mitral e ou aórtica (valvopatia clinicamente definida). Identificar achados Doppler ecocardiográficos em escolares aparentemente saudáveis. Metodologia: Estudo transversal realizado com escolares entre 6 e 16 anos da Escola Municipal Presidente João Pessoa, localizada na região centro sul de Belo Horizonte, MG. Após autorização dos responsáveis, os escolares foram submetidos à anamnese e exame físico, com preenchimento de um protocolo de pesquisa, cujo objetivo foi estabelecer a existência de critérios prévios para o diagnóstico de FR, com ou sem alteração na ausculta cardíaca. Posteriormente, todos os escolares foram submetidos ao estudo Doppler ecocardiográfico com o emprego de um aparelho portátil, realizado por outro pesquisador, que desconhecia os achados clínicos. Os escolares que apresentaram regurgitação sugestiva de não fisiológica das valvas mitral e ou aórtica foram encaminhados ao Laboratório de Ecocardiografia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Belo Horizonte, para a realização de um novo estudo feito pelo mesmo pesquisador que realizou os exames de triagem. Neste serviço, os exames foram gravados em DVD e analisados por outros dois examinadores experientes, que não tinham conhecimento sobre os achados anteriores. Foi considerada lesão sugestiva de acometimento valvar reumático a presença de regurgitação mitral e/ou aórtica caracterizada como não fisiológica com ou sem alterações da morfologia segundo critérios já estabelecidos. Resultados: Dos 267 escolares avaliados, 28 (10,5%) apresentaram sopro à ausculta cardíaca. Destes, 26 foram caracterizados como inocente. Um escolar (0,4%) apresentou sopro regurgitativo compatível com o diagnóstico de comunicação interventricular e outro (0,4%) relatou história compatível com o diagnóstico de FRA, segundo os critérios de Jones, e presença de sopro regurgitativo mitral e aórtico. Através do estudo Doppler ecocardiográfico realizado na escola, com aparelho portátil, foram observados os seguintes achados: regurgitação mitral (RM) e regurgitação aórtica (RAo) de grau moderado compatíveis com o diagnóstico de valvopatia reumática em um escolar (0,4%); RM leve sugestiva de não fisiológica em 23 (8,6%); RAo leve sugestiva de não fisiológica em um (0,4%); comunicação interventricular perimembranosa de pequeno tamanho em um (0,4%); comunicação interatrial do tipo ostium secundum de pequeno tamanho em dois (0,8 %); forame oval patente em seis (2,4%); pseudo tendão em quatro (1,6 %) e prolapso da valva mitral com RM leve em um escolar (0,4%). Dos 16 escolares com regurgitação valvar suspeita (não fisiológica) que compareceram ao Hospital das Clínicas para confirmação diagnóstica, um apresentou RM e RAo de grau moderado, com alteração morfológica dessas valvas e alteração da mobilidade da valva mitral (valvopatia reumática definitiva); três RM isolada de grau leve não fisiológica, com espessamento dos folhetos da valva mitral (valvopatia reumática provável); um RM e RAo de grau leve não fisiológicas, com morfologia normal de ambas (valvopatia reumática possível) e em 11 RM fisiológica. Em nenhum deles foi evidenciada estenose valvar. Conclusão: Nos escolares com exame clínico normal observou-se regurgitação fisiológica das valvas tricúspide em 214 (80,1%) e mitral em 69(25,5%). Nenhum deles apresentou regurgitação aórtica fisiológica. Em apenas um escolar (0,4%) o diagnóstico de FR pôde ser classificado como definitivo (preenchimento dos critérios de Jones, ausculta de sopros de RM e RAo e disfunção de grau moderado das valvas mitral e aórtica, ao estudo Doppler ecocardiográfico). Em três escolares o diagnóstico de FR foi definido como provável (ausência de critérios de Jones, ausculta cardíaca normal e o exame Doppler ecocardiográfico evidenciou alteração morfológica da valva mitral e RM leve não fisiológica) e em um escolar o diagnóstico de FR foi definido como possível (ausência de critérios de Jones, ausculta cardíaca normal e o exame Doppler ecocardiográfico evidenciou RM e RAo leves não fisiológicas, sem alterações morfológicas dessas valvas). A prevalência de casos com alterações compatíveis com envolvimento reumático em relação a valva mitral foi cinco vezes maior, correspondendo a 18,7/1000 (IC 95%, 6,9/1000- 41,0/1000) utilizando o estudo Doppler ecocardiográfico e de 3,7/1000 segundo a avaliação clínica. | |
| local.publisher.country | Brasil | |
| local.publisher.department | MEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA | |
| local.publisher.initials | UFMG | |
| local.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública |
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