Avaliação do impacto do uso de mensagens de texto por telefone na prevenção secundária da Síndrome Coronariana Aguda: um subestudo do Projeto Boas Práticas Clínicas em Cardiologia
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Mariana Vargas Furtado
Lucas Lodi Junqueira
Graziela Chequer
Karla Rodrigues do Espírito Santo
Lucas Lodi Junqueira
Graziela Chequer
Karla Rodrigues do Espírito Santo
Resumo
Introdução: Programas de serviço de mensagens curtas (SMS) para promover a assistência à saúde mostraram resultados benéficos no controle de fatores de risco cardiovasculares, mas ainda faltam evidências em países de baixa e média renda. O objetivo deste estudo é avaliar se o uso de SMS aumenta o controle dos fatores de risco dentro de seis meses após a alta por síndrome coronariana aguda (SCA) em um Hospital Universitário Público Brasileiro participante de um programa de qualidade assistencial, o Programa Boas Práticas Clínicas em Cardiologia. Métodos: Realizamos um estudo randomizado, cegamento simples, com dois braços paralelos, que incluiu 180 pacientes (> 18 anos) internados por SCA. Os pacientes elegíveis foram randomizados (1:1) para uma intervenção por SMS (G1) ou atendimento cardiovascular padrão da instituição (G2). O desfecho primário foi atingir 4 ou 5 pontos em um escore de controle de fatores de risco, consistindo em um conjunto de 5 fatores de risco modificáveis: LDL-C <70mg / dL, pressão arterial (PA) <140 / 90mmHg, exercício regular (≥5 dias) / semana, 30 minutos / sessão), status de não fumante e índice de massa corporal (IMC) <25 kg / m2 aos 6 meses. Resultados: Dos pacientes randomizados, 147 foram incluídos na análise final. A idade mediana foi de 58 (51 - 64) anos, 74% do sexo masculino. O diagnóstico na admissão foi infarto do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST em 122 (68%) dos casos, e 25% apresentaram classe de Killip ≥2. O desfecho primário foi alcançado por 12 (16,2%) pacientes no grupo SMS e 15 (20,8%) pacientes no grupo controle (OR = 0,73, IC 95% 0,32 - 1,70, p = 0,47). Os desfechos secundários também foram semelhantes: LDL-C <70 mg / dl (p = 0,33), PA <140/90 mmHg (p = 0,32), não fumante (p = 0,74), exercício físico regular (p = 0,97), IMC (p = 0,71), re-hospitalização (p = 0,06). Morte por todas as causas ocorreram em 3 participantes (2%), incluindo 1 morte cardiovascular em cada grupo. Conclusão: Nos pacientes que receberam alta após a SCA, a intervenção por SMS não melhorou significativamente o controle dos fatores de risco cardiovasculares aos 6 meses em comparação ao atendimento padrão em um hospital onde a linha de cuidado ambulatorial pós-SCA já está estruturada. No entanto, o número de pacientes estudados foi pequeno e os resultados não podem ser considerados definitivos.
Abstract
Introduction: Short message service (SMS) programs to promote healthcare have shown beneficial results for the control of cardiovascular risk factors, but evidence is lacking in low and middle-income countries. The purpose of this study is to evaluate whether the use of SMS increases risk factor control within six months after discharge by acute coronary syndrome (ACS) in a Brazilian Public University Hospital, which participates in a program of quality assistance, the Good Practice Program in Cardiology. Methods: We conducted a 2-arm, parallel, double-blind, randomized trial that enrolled 180 patients (>18 years) admitted due to ACS at a Public General Hospital in Brazil. Eligible patients were randomized (1:1) to a SMS intervention (G1) or standard discharge cardiovascular care (G2). The primary outcome was achieving 4 or 5 points in a risk factor control score, consisting of a cluster of 5 modifiable risk factors: LDL-C <70mg/dL, blood pressure (BP) <140/90mmHg, regular exercise (≥5 days/week, 30 minutes/session), nonsmoker status, and body mass index (BMI) <25 kg/m2] at 6 months. Results: From randomized patients, 147 were included in the final analysis. Mean age was 58 (51–64) years, 74% males. Diagnosis at admission was ST elevation myocardial infarction in 122 (68%), and 25% with Killip class ≥2. The primary outcome was achieved by 12 (16.2%) patients in G1 and 15 (20.8%) in G2 (OR=0.73, 95%CI 0.32–1.70, p=0.47). Secondary outcomes were also similar: LDL-C<70 mg/dl (p=0.33), BP<140/90 mmHg (p=0.32), non-smoker (p=0.74), regular exercise (p=0.97), BMI (p=0.71), rehospitalization (p=0.06). All-cause death occurred in 3 participants (2%), including 1 cardiovascular death in each group. Conclusion: In patients discharged after ACS, the SMS intervention did not significantly improve cardiovascular risk factor control at 6 months compared to standard care in a hospital where post-ACS outpatient care is already structured. However, the number of patients studied was small and the results cannot be considered definitive.
Assunto
Síndrome Coronariana Aguda, Envio de Mensagens de Texto, Fatores de Risco, Promoção da Saúde
Palavras-chave
Síndrome Coronariana Aguda, Envio de Mensagens de Texto, Fatores de Risco, Promoção de Saúde