Constituição e desenvolvimento do mergulho autônomo recreativo (Scuba Diving) nos mares brasileiros a partir do circuito São Paulo-Rio de Janeiro (1975–1990)
| dc.creator | Telma Freitas de Abreu | |
| dc.date.accessioned | 2025-09-02T11:37:53Z | |
| dc.date.accessioned | 2025-09-09T00:25:35Z | |
| dc.date.available | 2025-09-02T11:37:53Z | |
| dc.date.issued | 2025-07-11 | |
| dc.description | Arquivo PDF substituído por versão corrigida, conforme solicitação formal do autor(a), em 17/11/2025, aprovada pela equipe do setor do Repositório Institucional | |
| dc.description.abstract | Recreational scuba diving is a leisure activity carried out in natural and artificial underwater environments, especially marine ones, made possible by the open-circuit breathing apparatus (SCUBA) developed from 1943 by Jacques-Yves Cousteau and Émile Gagnan. The systematization of diving training and practice began abroad in the 1950s. In Brazil, contact with the equipment occurred through the press, gradual importation, and later domestic manufacturing. The practice became established based on international standards but with local political, economic, environmental, and cultural specificities. This research aimed to understand the processes of constitution and development of diving in Brazil between 1975 and 1990, guided by the question: What types of relationships did Brazilian divers build with the underwater environment, and how did these relationships evolve? The starting point of the time frame corresponds to the arrival of Álvaro Luis Santos Vilar Moreira in Brazil in 1975 and the foundation of the first diving school, Bandeirantes do Mar. The end of the period studied encompasses the years when diving began to take on characteristics that still define it today — such as equipment, teaching methodologies, certification systems, and the development of dive tourism. The geographical scope focused on the circuit between the states of São Paulo and Rio de Janeiro, which concentrated the main initiatives in the early decades of the practice in the country. Methodological procedures included oral history, bibliographic, and documentary research. Twenty-four interviews were conducted with eighteen pioneers of Brazilian diving. Data analysis, based on Minayo (2012), was organized into the categories: people; institutionalization/professionalization; learning; places; equipment; and practices. The results indicated two phases: constitution (1975–1981) and development (1982–1990), during which processes of differentiation and professionalization of recreational scuba diving occurred in relation to other forms of diving — such as commercial, military, and spearfishing — although it incorporated elements from these practices. To distinguish itself, it needed to affirm itself as an amateur practice, in which the objective was no longer capture or underwater work. This new way of diving required training processes centered on observation, respect for marine life, and care for ecosystems. The figure of the hunter-hero — celebrated for bravery and physical strength — gave way to the explorer-hero, whose legitimacy was built on preservation and coexistence with marine animals. This symbolic shift was accompanied by the introduction of new equipment, commercial dive tourism operations, and the entry of international certifying agencies, which reconfigured training. Operations began offering greater support, becoming structured services. The introduction of equipment that made diving easier — especially the buoyancy compensator — expanded access to the practice. A new logic emerged, oriented towards underwater tourism, with greater standardization and new forms of enjoyment and interaction with the marine environment. The practice became more accessible, but more restrictive in terms of adventure and exploration, as operations control risk and limit access to certain sites. Brazilian diving was a cultural construction sustained by disputes over meaning, pedagogical redefinitions, technological transformations, and changes in the profiles and sensibilities of practitioners regarding the environment. Today, the practice may take contemplative and basic forms or challenging ones that require ongoing training. Its future meanings will depend on political and educational choices. | |
| dc.description.sponsorship | CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/84770 | |
| dc.language | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.rights | Acesso Embargado | |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/ | |
| dc.subject.other | Atividades de Lazer | |
| dc.subject.other | Educação | |
| dc.subject.other | Mergulho | |
| dc.subject.other | Historiografia | |
| dc.subject.other | Natureza | |
| dc.subject.other | Turismo | |
| dc.title | Constituição e desenvolvimento do mergulho autônomo recreativo (Scuba Diving) nos mares brasileiros a partir do circuito São Paulo-Rio de Janeiro (1975–1990) | |
| dc.title.alternative | Constitution and development of recreational Scuba Diving in brazilian seas from the São Paulo-Rio de Janeiro circuit (1975–1990) | |
| dc.type | Tese de doutorado | |
| local.contributor.advisor1 | Maria Cristina Rosa | |
| local.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/7863499240399270 | |
| local.contributor.referee1 | Maria Cristina Rosa | |
| local.contributor.referee1 | Ambrozio Correa de Queiroz Neto | |
| local.contributor.referee1 | Cleber Augusto Gonçalves Dias | |
| local.contributor.referee1 | Joana Carolina Shossler | |
| local.contributor.referee1 | Priscilla Kelly Figueiredo | |
| local.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/3384670690491107 | |
| local.description.resumo | O mergulho autônomo recreativo é uma atividade de lazer realizada em ambientes subaquáticos naturais e artificiais, especialmente marinhos, viabilizada pelo equipamento de respiração de circuito aberto (SCUBA) desenvolvido a partir de 1943 por Jacques-Yves Cousteau e Emile Gagnan. A sistematização do ensino e prática do mergulho ocorreu a partir da década de 1950 no exterior. No Brasil, o contato com o equipamento deu-se por meio da imprensa, importação gradual e posterior fabricação nacional. A prática consolidou-se baseada em padrões internacionais, mas com especificidades políticas, econômicas, ambientais e culturais locais. Esta pesquisa objetivou compreender processos de constituição e desenvolvimento do mergulho no Brasil entre 1975 e 1990, a partir da questão: quais foram os tipos de relação que mergulhadores brasileiros construíram com o ambiente subaquático e como essas relações desenvolveram? O início do recorte temporal corresponde à chegada de Álvaro Luis Santos Vilar Moreira ao Brasil em 1975 e à fundação da primeira escola de mergulho, Bandeirantes do Mar. O final do período estudado compreende os anos em que o mergulho começa a assumir características que ainda hoje o definem — como equipamentos, metodologias de ensino, sistemas de certificação e desenvolvimento do turismo de mergulho. O recorte espacial concentrou-se no circuito entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, que reuniram as principais iniciativas nas décadas iniciais da prática no país. Os procedimentos metodológicos incluíram história oral, pesquisa bibliográfica e documental. Foram realizadas vinte e quatro entrevistas com dezoito pioneiros do mergulho brasileiro. A análise dos dados, com base em Minayo (2012), organizou-se nas categorias: pessoas; institucionalização/profissionalização; aprendizado; lugares; equipamentos; e práticas. Os resultados indicaram duas fases: constituição (1975–1981) e desenvolvimento (1982–1990) em que ocorreram processos de diferenciação e profissionalização do mergulho autônomo recreativo em relação a outras formas de mergulho — como o comercial, o militar e a caça submarina —, ainda que tenha incorporado elementos dessas práticas. Para se distinguir precisou afirmar-se como prática amadora, em que o objetivo não era mais a captura ou o trabalho submerso. Essa nova forma de mergulhar exigiu processos formativos centrados na observação, respeito à vida marinha e cuidado com ecossistemas. A figura do herói caçador — celebrado por sua valentia e força física — deu lugar ao herói desbravador, cuja legitimidade foi construída na preservação e na convivência com os animais, mudança simbólica acompanhada pela introdução de novos equipamentos, operações comerciais de turismo de mergulho e entrada das certificadoras internacionais, que reconfiguraram o ensino. As operações passaram a oferecer mais suporte, transformando-se em serviços estruturados. A introdução de equipamentos que tornaram o mergulho mais leve — especialmente o colete equilibrador — ampliou o acesso à prática. Configurou-se uma nova lógica voltada ao turismo subaquático, com maior padronização e novas formas de fruição e relação com o ambiente marinho. A prática tornou-se mais acessível, porém mais restritiva do quanto à aventura e exploração, pois as operações controlam o risco e restringem o acesso a determinados lugares. O mergulho brasileiro foi uma construção cultural sustentada por disputas de sentido, redefinições pedagógicas, transformações tecnológicas e mudanças nos perfis e sensibilidades dos praticantes diante do ambiente. Atualmente, a prática pode assumir formas contemplativas e básicas ou desafiadoras, que exigem formação continuada. Seus sentidos futuros dependerão das escolhas políticas e educativas | |
| local.publisher.country | Brasil | |
| local.publisher.department | EEFFTO - ESCOLA DE EDUCAÇÃO FISICA, FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL | |
| local.publisher.initials | UFMG | |
| local.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Estudos do Lazer |