Currículo-museu e conversações com gênero a partir de (des)objetos

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Esta pesquisa-intervenção de Pós-Doutorado em Educação realizada na Universidade Federal de Minas Gerais teve como objetivo investigar as possibilidades do aprender sobre gênero em um currículo-museu. Currículo é aqui entendido como um artefato cultural que ensina, educa, prescreve saberes, produz sujeitos e que acontece em múltiplos espaços. O museu é um desses espaços do aprender não formal, vivo, inusitado e em movimento; um espaço que ensina e produz leituras de mundo, portanto um currículo-museu. Para explorar um currículo-museu foram concebidos os (des)objetos museais que, inspirado nos desobjetos literários do poeta Manoel de Barros, são compreendidos aqui como um exercício coletivo e discursivo de produção de estranhamentos no museu. Desformatar, desordenar e desalinhar objetos musealizados a fim de colapsar o olhar naturalizado de gênero que neles reside. Partir da materialidade do objeto como cor, tamanho, forma e função para repensálo de outra forma, dialogar com ele sobre gênero, interpelá-lo e assim, produzir outras composições. Gênero é compreendido como uma norma presente nas relações sociais, culturais, institucionais e de poder que produzem performativamente feminilidades e masculinidades. O argumento desenvolvido neste trabalho é o de que encontrar e compor com (des)objetos do museu pode produzir afetos e evidenciar potências no aprender com gênero. Entre 2020 e 2021, foi utilizada a observação participante e o diário de campo durante 12 visitas de docentes e discentes de diferentes modalidades e instituições educativas a 5 museus da cidade de Belo Horizonte/Minas Gerais. Nos encontros, a pedagogia do letramento museal foi uma alternativa usada para estabelecer relações de criação e reinvenção no aprender por meio de múltiplas linguagens. Neste recorte, foram problematizados dois (des)objetos museais – uma chaleira de ferro e um bonde – do acervo do Museu Histórico Abílio Barreto. A partir de conversações com os (des)objetos foi possível estabelecer conexões históricas, sociais e políticas com gênero. Desde o uso generificado da cozinha, passando pela divisão sexual do trabalho até problemas do transporte coletivo como o assédio sexual e o chamado “vagão rosa” destinado à segurança das mulheres no metro. Por fim, a pesquisa apontou as potências de uma prática curricular ampliada em espaços não escolarizados como os museus, viabilizando encontros/composições permeáveis às diferentes leituras de mundo e desalinhando normas de gênero essencializadas em objetos, espaços e discursos.

Abstract

Assunto

Curriculo escolar, Museu, Antipoff, Helena --1892-1974

Palavras-chave

Currículo, Gênero, Museu

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