As práticas das psicólogas que atuam na atenção primária à saúde em diálogo com povos indígenas : tecendo reinvenções ético-políticas do cuidado
| dc.creator | Julia Costa de Oliveira | |
| dc.date.accessioned | 2026-03-03T13:29:11Z | |
| dc.date.issued | 2025-10-24 | |
| dc.description.sponsorship | CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/1859 | |
| dc.language | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.rights | Acesso aberto | |
| dc.subject | Psicologia - Teses | |
| dc.subject | Índigenas - Teses | |
| dc.subject | Cuidados primários de saúde - Teses | |
| dc.subject | Psicologia social - Teses | |
| dc.subject | Feminismo - Teses | |
| dc.subject.other | Povos indígenas | |
| dc.subject.other | Atenção primária à saúde | |
| dc.subject.other | Psicologia social | |
| dc.subject.other | Pesquisa qualitativa participante | |
| dc.subject.other | Feminismo decolonial | |
| dc.title | As práticas das psicólogas que atuam na atenção primária à saúde em diálogo com povos indígenas : tecendo reinvenções ético-políticas do cuidado | |
| dc.type | Tese de doutorado | |
| local.contributor.advisor1 | Claudia Andréa Mayorga Borges | |
| local.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/8982681063835719 | |
| local.contributor.referee1 | Claudia Maria Filgueiras Penido | |
| local.contributor.referee1 | Isabela Saraiva de Queiroz | |
| local.contributor.referee1 | Catia Paranhos Martins | |
| local.contributor.referee1 | Paula Rita Bacellar Gonzaga | |
| local.contributor.referee1 | Edilaise Santos Vieira (Nita Tuxá) | |
| local.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/9124202144811890 | |
| local.description.resumo | O Subsistema de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas do Sistema Único de Saúde (SASI-SUS) é fruto da luta de indígenas em movimento pela atenção diferenciada. Psicólogas atuam no SASI-SUS, principalmente na Atenção Primária à Saúde (APS) dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), como é o caso do DSEI Minas Gerais/Espírito Santo. Nessa atuação, há um imperativo de reinvenção dos saberes e práticas psicológicas, hegemonicamente respaldadas por lógicas eurocêntricas. Temos como objetivo geral analisar possíveis reinvenções ético-políticas das práticas de cuidado das psicólogas que atuam na APS em diálogo com povos indígenas. Realizamos uma pesquisa qualitativa participante, respaldada pelo feminismo negro e decolonial e estudos contracolonais, junto às psicólogas atuantes do DSEI MG/ES. Participamos de duas reuniões entre as psicólogas e demais trabalhadores do Núcleo Ampliado de Saúde Indígena (NASI), sendo realizada uma oficina; e entrevistamos as psicólogas remotamente. As análises foram balizadas pelas lentes da interseccionalidade e categorias centrais de produções de autoria indígenas, havendo um momento para a sua construção conjunta com as psicólogas entrevistadas. Como resultado da oficina, construímos uma cartilha ilustrada, apresentando uma linha do tempo do trabalho do NASI no DSEI MG/ES. A partir das entrevistas, descrevemos características das etnias com as quais as psicólogas atuam e seus territórios, destacando a pluralidade dos povos indígenas e os conflitos socioambientais que os atravessam. Enfatizamos a interdependência entre corpo-território-saúde. As trajetórias das psicólogas do DSEI MG/ES não contaram com formação prévia sobre saúde indígena e acessaram poucas oportunidades de Educação Permanente em Saúde. Mudanças curriculares nas graduações em psicologia são necessárias, ainda que o conhecimento também se produza na prática. O diálogo entre NASI e Equipe Multiprofissional de Saúde Indígena e a tecitura de rede intra e intersetorial mostrou-se imprescindível, havendo, porém, desafios para tais construções, incluindo estruturais. O trabalho coletivo envolve, também, os próprios sujeitos indígenas, que devem ser os protagonistas. É necessário garantir políticas de ações afirmativas, ao mesmo tempo em que o movimento de reflexividade deve se manter, o que pode potencializar os diálogos com os itinerários de cura tradicionais e lideranças comunitárias. Por fim, situamos a psicologia no campo de disputas que reproduzem epistemicídios pela colonialidade. As psicólogas entrevistadas apontaram limites de referenciais hegemônicos, que são revisitados. Apostamos que a clínica ampliada, a psicologia social comunitária e a psicologia social do racismo apresentam ferramentas que contribuem com práticas de cuidado emancipatórias, principalmente quando lançam mão da interseccionalidade e da contracolonialidade. O conceito de “saúde mental” também foi interpelado, sendo as compreensões de Bem-viver destacadas, por não dissociarem território, espiritualidade e saúde. Concluímos que há um processo de reinvenções ético-políticas da psicologia, quando do encontro com povos indígenas, apontando para a construção de uma ciência e profissão psicológica que não parta de um único referencial deser humano, saúde e cuidado, senão que inclua diversas epistemologias e cosmologias. A psicologia pode, pois, contribuir com a co-produção de Bem-viver junto aos povos indígenas, quando enfrenta as colonialidades que a constituem e radicaliza seu compromisso com a transformação social; e também (des)aprende e se reinventa nesse processo. | |
| local.publisher.country | Brasil | |
| local.publisher.department | FAF - DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA | |
| local.publisher.initials | UFMG | |
| local.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Psicologia | |
| local.subject.cnpq | CIENCIAS HUMANAS | |
| local.subject.cnpq | CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA |