(Re)existências na cidade a partir de insurgências quilombolas à trajetória do Kilombo Souza de Belo Horizonte

dc.creatorJéssica Poliane Gomes dos Santos
dc.date.accessioned2026-01-30T17:55:14Z
dc.date.issued2021-11-17
dc.description.abstractEsta pesquisa buscou compreender os processos de insurgências de territórios quilombolas em Belo Horizonte, a partir do estudo de caso do Kilombo da Família Souza, localizado, há cerca de 100 anos, no tradicional bairro de Santa Tereza. O objetivo foi identificar quais as estratégias de territorialização utilizadas para a transformação e para a ressignificação do espaço vivido em um espaço de (re)existência etnopolítica e quais os confrontos e/ou as sinergias empreendidas nesse processo. A pesquisa foi realizada a partir de um olhar geográfico cultural, utilizando uma abordagem qualitativa e participativa, incluindo entrevistas, mapeamento participativo e observação de práticas cotidianas. O estudo propõe, assim, uma nova leitura das territorialidades quilombolas, destacando a importância de reconhecer não apenas os aspectos materiais do território, mas também os elementos simbólicos e culturais que são fundamentais para a resistência e afirmação dessas comunidades no espaço urbano. Os resultados mostram que aspectos do cotidiano e suas espacialidades (o quintal, a comunidade, a rua, o lazer, o trabalho, as festividades) acabam por tomar dimensões políticas de modo a tornarem elementos essenciais às pautas de resistência nesse território. Foram identificadas três dimensões utilizadas como estratégia nesse processo. Uma dimensão simbólica cultural, representada pelas festividades e pelas religiosidades, tendo o quintal como o elemento convergente na manifestação dessas práticas. Uma dimensão política institucional, representada pela busca de diversificados aparatos legais de reconhecimento do território, que ultrapassam a esfera do local e o cerceiam com diferentes “camadas” de proteção e, por fim, uma dimensão baseada em formação de redes de apoio, que acabam por tornar a luta empreendida pelo Kilombo Souza em conjunto com os demais Quilombos, como um modelo para se pensar outras geo-grafias para a cidade de Belo Horizonte. As análises realizadas evidenciam que, apesar dos avanços no reconhecimento legal e da certificação das comunidades quilombolas, muitos desafios ainda se apresentam. O caso do Kilombo da Família Souza ilustra as tensões entre as práticas culturais e as imposições do modelo urbano hegemônico, especialmente no que se refere à especulação imobiliária e aos processos de expropriação de terras.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/1540
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.subjectGeografia cultural
dc.subjectMovimentos sociais
dc.subjectQuilombolas – Belo Horizonte (MG)
dc.subjectEspaço urbano
dc.subjectTerritorialidade humana
dc.subject.othergeografia cultural; movimentos sociais; populações tradicionais; urbano, Kilombo Souza.
dc.title(Re)existências na cidade a partir de insurgências quilombolas à trajetória do Kilombo Souza de Belo Horizonte
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1José Antônio Souza de Deus
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0247416764904932
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2072562690290983
local.description.resumoEsta pesquisa buscou compreender os processos de insurgências de territórios quilombolas em Belo Horizonte, a partir do estudo de caso do Kilombo da Família Souza, localizado, há cerca de 100 anos, no tradicional bairro de Santa Tereza. O objetivo foi identificar quais as estratégias de territorialização utilizadas para a transformação e para a ressignificação do espaço vivido em um espaço de (re)existência etnopolítica e quais os confrontos e/ou as sinergias empreendidas nesse processo. A pesquisa foi realizada a partir de um olhar geográfico cultural, utilizando uma abordagem qualitativa e participativa, incluindo entrevistas, mapeamento participativo e observação de práticas cotidianas. O estudo propõe, assim, uma nova leitura das territorialidades quilombolas, destacando a importância de reconhecer não apenas os aspectos materiais do território, mas também os elementos simbólicos e culturais que são fundamentais para a resistência e afirmação dessas comunidades no espaço urbano. Os resultados mostram que aspectos do cotidiano e suas espacialidades (o quintal, a comunidade, a rua, o lazer, o trabalho, as festividades) acabam por tomar dimensões políticas de modo a tornarem elementos essenciais às pautas de resistência nesse território. Foram identificadas três dimensões utilizadas como estratégia nesse processo. Uma dimensão simbólica cultural, representada pelas festividades e pelas religiosidades, tendo o quintal como o elemento convergente na manifestação dessas práticas. Uma dimensão política institucional, representada pela busca de diversificados aparatos legais de reconhecimento do território, que ultrapassam a esfera do local e o cerceiam com diferentes “camadas” de proteção e, por fim, uma dimensão baseada em formação de redes de apoio, que acabam por tornar a luta empreendida pelo Kilombo Souza em conjunto com os demais Quilombos, como um modelo para se pensar outras geo-grafias para a cidade de Belo Horizonte. As análises realizadas evidenciam que, apesar dos avanços no reconhecimento legal e da certificação das comunidades quilombolas, muitos desafios ainda se apresentam. O caso do Kilombo da Família Souza ilustra as tensões entre as práticas culturais e as imposições do modelo urbano hegemônico, especialmente no que se refere à especulação imobiliária e aos processos de expropriação de terras.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0001-7396-6162
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentIGC - DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Geografia
local.subject.cnpqCIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIA

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