Perfil farmacoepidemiológico a partir de evidências de mundo real sobre o uso de nusinersena para Atrofia Muscular Espinhal 5q no SUS de Minas Gerais: desfechos clínicos e análise de sobrevida.

dc.creatorCamila Oliveira Pereira
dc.date.accessioned2025-11-18T13:36:46Z
dc.date.issued2025-11-13
dc.description.abstractSpinal Muscular Atrophy (SMA) 5q is a rare and severe autosomal recessive genetic disease characterized by progressive degeneration of motor neurons in the spinal cord and brainstem. This condition leads to loss of strength and motor function and is one of the main genetic causes of infant mortality. In Brazil, pharmacological treatment for SMA 5q is limited to three disease-modifying therapies provided by the Unified Health System (SUS): nusinersen, risdiplam, and onasemnogene abeparvovec, with use regulated by the Clinical Protocol and Therapeutic Guidelines (PCDT). Nusinersen, the first therapy approved by ANVISA in 2017, was incorporated into SUS in 2019 for type 1 SMA and, subsequently, in 2021 for type 2 SMA. Despite being a breakthrough in disease management, its high cost and the scarcity of real-world effectiveness evidence in the country reinforce the need for studies evaluating its clinical and social impacts. This study analyzed the utilization profile and clinical outcomes of nusinersen in patients with SMA 5q types 1 and 2 treated within SUS in Minas Gerais, from April 2019 to November 2024. It is an ambispective cohort using secondary data from administrative records of the Specialized Component of Pharmaceutical Services (CEAF) of the Minas Gerais State Health Department (SES-MG). Variables assessed included sociodemographic characteristics, nutritional status, respiratory function, motor outcomes (CHOP-INTEND, HINE-2, and HFMSE scales), overall survival, and factors associated with therapeutic failure. The results showed that children treated earlier presented better responses, with stabilization or slight motor improvement, as well as survival superior to historical estimates. Conversely, more advanced cases, with greater baseline functional impairment, had limited benefits and remained at risk of early death. Factors such as early treatment initiation and better baseline clinical condition were determinant for a more favorable prognosis. This study reinforces that, although nusinersen provides important clinical benefits, especially in the early stages of the disease, challenges remain regarding access, long-term outcome monitoring, and the financial sustainability of these high-cost technologies within SUS. The findings highlight the relevance of early diagnosis, newborn screening, and multidisciplinary care, while also providing evidence to improve public policies directed toward the care of people with SMA in Brazil.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/872
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 Internationalen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subject.otherAtrofia Muscular Espinal
dc.subject.otherNusinersena
dc.subject.otherEvidência de mundo real
dc.subject.otherAvaliação de desempenho de tecnologias em saúde
dc.subject.otherSistema Único de Saúde
dc.titlePerfil farmacoepidemiológico a partir de evidências de mundo real sobre o uso de nusinersena para Atrofia Muscular Espinhal 5q no SUS de Minas Gerais: desfechos clínicos e análise de sobrevida.
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Marcus Carvalho Borin
local.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8957119359566954
local.contributor.advisor1Augusto Afonso Guerra Júnior
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4998210231373901
local.contributor.referee1Micheline Rosa Silveira
local.contributor.referee1Grazielle Dias da Silva
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/4065434769193256
local.description.resumoA Atrofia Muscular Espinhal (AME) 5q é uma doença genética rara e grave, de herança autossômica recessiva, caracterizada pela degeneração progressiva dos neurônios motores localizados na medula espinhal e no tronco encefálico. Essa condição leva a perda de força e função motora, sendo uma das principais causas genéticas de mortalidade infantil. No Brasil, o tratamento farmacológico para AME 5q é limitado a três terapias modificadora do curso da doença disponibilizadas no Sistema Único de Saúde (SUS): nusinersena, risdiplam e onasemnogeno abeparvoveque, com uso regulamentado pelo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT). O nusinersena, primeira terapia aprovada pela ANVISA em 2017, foi incorporado ao SUS em 2019 para AME tipo 1 e, posteriormente, em 2021, para AME tipo 2. Apesar de representar um avanço no manejo da doença, seu alto custo e a escassez de evidências de efetividade em condições reais de uso no país reforçam a necessidade de estudos que avaliem seus impactos clínicos e sociais. Este estudo analisou o perfil de utilização e os desfechos clínicos do nusinersena em pacientes com AME 5q tipos 1 e 2, atendidos pelo SUS em Minas Gerais, no período de abril de 2019 a novembro de 2024. Trata-se de uma coorte ambispectiva que utilizou dados secundários provenientes dos processos administrativos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Foram avaliadas variáveis sociodemográficas, condição nutricional, função respiratória, evolução motora, além da sobrevida global e dos fatores associados a falha terapêutica. Os resultados mostraram que crianças tratadas precocemente apresentaram melhor resposta, com estabilização ou discreta melhora motora, além de sobrevida superior às estimativas históricas. Por outro lado, casos mais avançados, com maior comprometimento funcional basal, tiveram benefícios limitados e mantiveram risco de óbitos precoces. Fatores como início precoce da terapia e melhor condição clínica inicial foram determinantes para um prognóstico mais favorável. Este trabalho reforça que, embora o nusinersena traga benefícios clínicos importantes, sobretudo em estágios iniciais da doença, ainda há desafios relacionados ao acesso, ao monitoramento de resultados em longo prazo e à sustentabilidade financeira dessas tecnologias de alto custo no SUS. Os achados destacam a relevância do diagnóstico precoce, da triagem neonatal e do acompanhamento multidisciplinar, além de fornecer evidências para o aprimoramento das políticas públicas voltadas ao cuidado de pessoas com AME no Brasil.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0009-0001-1117-524X
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFARMACIA - FACULDADE DE FARMACIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Medicamentos e Assistencia Farmaceutica
local.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDE

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