Perspectivas decoloniais do cuidado pelo olhar de uma farmacêutica clínica: autoetnografando escrevivências ao longo de duas décadas de atenção farmacêutica
| dc.creator | Bárbara Taciana Furtado | |
| dc.date.accessioned | 2025-05-16T16:45:06Z | |
| dc.date.accessioned | 2025-09-08T23:27:45Z | |
| dc.date.available | 2025-05-16T16:45:06Z | |
| dc.date.issued | 2024-12-18 | |
| dc.description.sponsorship | CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/82330 | |
| dc.language | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.rights | Acesso Restrito | |
| dc.subject.other | Cuidado | |
| dc.subject.other | Antirracismo | |
| dc.subject.other | Decolonialidade | |
| dc.subject.other | Educação farmacêutica | |
| dc.title | Perspectivas decoloniais do cuidado pelo olhar de uma farmacêutica clínica: autoetnografando escrevivências ao longo de duas décadas de atenção farmacêutica | |
| dc.type | Tese de doutorado | |
| local.contributor.advisor-co1 | Simone Araújo Medina Mendonça | |
| local.contributor.advisor1 | Djenane Ramalho de Oliveira | |
| local.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/1148969228307246 | |
| local.contributor.referee1 | Mariana Martins Gonzaga do Nascimento | |
| local.contributor.referee1 | Grazielli Cristina Batista de Oliveira | |
| local.contributor.referee1 | Maria Gabrielle de Lima Rocha | |
| local.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/2224802903305778 | |
| local.description.embargo | 2026-12-18 | |
| local.description.resumo | O cuidado centrado na pessoa constitui o eixo central do Gerenciamento da Terapia Medicamentosa. Contudo, tendo em vista a lógica tecnicista originada pelo modelo biomédico e fortalecida por lentes culturais preconceituosas, tais como o racismo e a misoginia pode-se perceber que o cuidado não é para todos. Em busca de justiça social para o tratamento destinado às pessoas, essa pesquisa parte de uma perspectiva decolonial, que entende que as heranças do período colonial ainda habitam o imaginário coletivo, fazendo com que as ideologias racistas, classistas, pratriarcais e aquelas relacionadas aos direitos sexuais e reprodutivos direcionem sentimentos, pensamentos e atitudes de profissionais de saúde. Essa pesquisa qualitativa tem como objetivo compreender aspectos da educação farmacêutica no sentido de formar profissionais de saúde melhor qualificados para cuidar de pessoas a partir das suas diferenças. Dessa forma foram desenvolvidas atividades pedagógicas, incluindo a elaboração de uma disciplina, um minicurso e um workshop, a partir de uma curadoria decolonial/contracolonial e das escrevivências da autora como farmacêutica, mulher negra, professora e paciente. Múltiplas perspectivas contribuíram para a escolha da autoetnografia como metodologia que origina essa pesquisa, por permitir que a pesquisadora partisse da própria experiência (auto) para acessar aspectos culturais (etno) e que serão descritos (grafia) na medida em que se conectam com a vida de outras pessoas. O contato da autoetnografia e teoria decoloniais permitiu o empoderamento epistemológico que permitiu acessar a escrevivência como operador metodológico. Dessa forma além da fala em primeira pessoa o uso da escrevivência permite um lugar de fala epistemológico que reivindica justiça social através da busca por igualdade racial denunciando o racismo. Nesta pesquisa, as escrevivências de uma farmacêutica clínica negra foram utilizadas para oferecer uma das bases para a oferta da disciplina intitulada: Decolonizando o cuidado sob a perspectiva do gênero, da raça e da sexualidade. A escrevivência foi efetiva para mostrar e sensibilizar os educandos sobre as rotas que o racismo traça nos ambientes de saúde. A educação alicerçada nos princípios de Paulo Freire trouxe oportunidade para a ativa participação de um corpo discente formado em sua maioria por alunos de baixa renda, mulheres e negros e Lgbtquiap+. Os resultados mostram que o ensino que alia pensamento crítico, autorreflexividade e educação como prática de liberdade estimulados pelas teorias decoloniais/contracoloniais estimulam a aprendizagem e o potencial para transformar a realidade, o que foi o principal resultado da disciplina: o giro decolonial resultante da ação de reabertura do DA de farmácia, promovido pelos estudantes determinados a lidar com problemas como a falta de representatividade. O caminho para formar farmacêuticos melhor preparados para o cuidado em saúde decolonial passa por uma educação que valoriza os saberes subalternizados, denuncia a necropolítica, a dificuldade de permanecer no ensino superior, a fome e as violências sobrepostas experienciadas no dia a dia. Esse processo chamado Letramento sociocrítico pode ser entendido como a habilidade de identificar as violências interseccionais para prover um cuidado que não as intensifique, que enxerguem as especificidades para além da superficialidade, que vise combatê-las através do exercício do cuidado farmacêutico. | |
| local.publisher.country | Brasil | |
| local.publisher.department | FARMACIA - FACULDADE DE FARMACIA | |
| local.publisher.initials | UFMG | |
| local.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Medicamentos e Assistencia Farmaceutica |