A escrita bastarda de Salman Rushdie
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Autor(es)
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Lyslei de Souza Nascimento
Glaucia Renate Goncalves
Maria Luiza Scher Pereira
Simone Pereira Schmidt
Glaucia Renate Goncalves
Maria Luiza Scher Pereira
Simone Pereira Schmidt
Resumo
Esta tese elaborada, a partir de uma análise do romance O último suspiro do mouro, de Salman Bushdie, o conceito de bastardia literária e o considera importante instrumental teórico para a análise de metaficções historiográficas. A noção de pós-modernismo e suas contradições são, portanto, o fio condutor desta investigação. Temas como memória, identidade, diáspora, minorias; termos como colonizador, colonizado; Oriente, Ocidente; canônico, não-canônico; história oficial, história não-oficial contribuem para a compreensão de uma estratégia de escrita que propõe a leitor um outro locus de observação do texto literário, como alternativa aos já estabelecidos. Trabalhou-se, ainda, com os conceitos de híbrido (Brhabha e Lclau); mímica (Bhabha); zona de contato (Marie Louise Pratt); angústia da influência (Harold Bloom); palimpsesto (Gérard Genette), entre outros, como reflexões intermediárias na configuração do conceito depreendido a partir da obra de Rushdie, cuja proposta é dar ao texto literário a possibilidade de ser lido e escrito como um suplemento às versões canônicas e modernas. O texto bastardo, nas suas dimensões da enunciação e do enunciado, e por meio de uma postura impertinente de revelar "segredos" que o modernismo mantinha "no fundo de baús", dilui fronteiras, rompe binarismos que conferem ou conferiam ao Ocidente uma supremacia sobre o resto do planeta.
Abstract
Assunto
Imperialismo, Minorias na literatura, Identidade na literatura, Historiografia, Colonização, Dualismo, Pos-modernismo (Literatura), Literatura indiana (Inglês), Memória na literatura
Palavras-chave
Bastardia literária, Memória, Minorias, Diáspora, Salman Bushdie, Identidade