“I am done”: violência sexual, testemunho e reparação em ‘Hysterical Girl’
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
Realizamos uma leitura do documentário em curta-metragem Hysterical Girl (Kate Novack, 2020) com o objetivo de investigar os modos pelos quais a desarticulação da linearidade temporal e do diacronismo no audiovisual, por meio da linguagem, pode provocar fissuras em narrativas patriarcais, promover certo tipo de denúncia e ao mesmo tempo reparação de violências. Partimos de uma perspectiva feminista do audiovisual e do arquivo, que demanda processos de revisão em busca de um novo olhar crítico, e nos debruçamos sobre duas estratégias cinemáticas empregadas no filme, a montagem e o off. Concluímos que o jogo da montagem, privilegiando o arquivo, o repertório e os discursos, cria um espaço testemunhal para a verdade de Dora, usurpada por Freud, e a restitui simbolicamente.
Abstract
We read the short documentary Hysterical Girl (Kate Novack, 2020) in order to investigate the ways in which the disarticulation of temporal linearity and diachronism in the audiovisual, through language, can cause fissures in patriarchal narratives, promote a certain type of denunciation and, at the same time, a reparation for violence. We operate from a feminist perspective of audiovisual and archives, which demands revision processes in search of a new critical sight, and we focus on two cinematic strategies used in the film, editing and off. We conclude that the editing game, privileging the archive, the repertoire and the discourses, creates a testimonial space for Dora’s truth, stolen by Freud, and symbolically restores it.
Assunto
Temporalidade - Filosofia, Arquivos, Testemunhas
Palavras-chave
Temporalidade, Arquivo, Testemunha
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https://www.e-publicacoes.uerj.br/logos/article/view/62594