Avaliação do impacto do estresse crônico imprevisível sobre componentes do sistema renina-angiotensina no hipotálamo
Carregando...
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Profª. Dra. Maria José Campagnole-Santos
Prof. Dr. André Ricardo Massensini
Prof. Dr. André Ricardo Massensini
Resumo
O estresse é caracterizado como tudo aquilo que ameaça o equilíbrio de um organismo, exigindo
uma resposta do indivíduo para neutralizá-lo. Quando o estímulo é persistente, muito intenso
ou existe incapacidade de ativar os sistemas de adaptação, pode levar ao desenvolvimento de
desordens cardiovasculares (hipertensão arterial, arritmia cardíaca, hiperativação simpática,
dentre outras) e transtornos neuropsiquiátricos (transtornos de humor e ansiedade etc.). Dentre
os componentes fisiológicos desencadeados pela resposta ao estresse destacam-se a ativação
dos eixos simpático-adrenomedular e hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA). Além das vias
neuro-humorais canônicas, existem outros sistemas biológicos relacionados com a resposta ao
estresse, dentre eles o sistema renina-angiotensina (SRA) que vem sendo muito estudado
especialmente no estresse agudo. Este trabalho teve como objetivo avaliar o impacto do estresse
crônico imprevisível (ECI) sobre a expressão de componentes do SRA no hipotálamo, através
de um modelo murino. Os camundongos C57BL/6J foram submetidos a estressores variados
(ex.: privação de água, exposição à luz estroboscópica, isolamento social etc.), de forma
aleatória, por três semanas consecutivas. Em seguida, foram analisados e comparados com um
grupo controle os parâmetros bioquímicos, cardiovasculares, morfológicos e comportamentais.
Os resultados indicam que o protocolo proposto e desenvolvido foi eficiente em induzir o
estresse crônico, uma vez que os animais submetidos ao ECI apresentaram níveis aumentados
de corticosterona, hipertrofia da glândula adrenal, taquicardia, comportamento tipo-ansioso,
comportamento tipo-depressivo, redução dos níveis de BDNF no córtex pré-frontal, hipocampo
e hipotálamo e, curiosamente, diminuição no comportamento de expressão da memória de
medo. Além disso, de forma interessante, os animais ECI apresentaram aumento da expressão
gênica do receptor AT1 e redução da expressão do receptor Mas no hipotálamo. Portanto,
conclui-se que os animais experimentais, após três semanas de exposição a estressores variados,
apresentaram respostas fisiológicas, morfológicas e comportamentais típicas de animais
cronicamente estressados além de alterações em componentes do SRA no hipotálamo. Sendo
assim, o protocolo padronizado é eficiente para o estudo do estresse crônico e seus
desdobramentos, possibilitando o desenvolvimento de novas pesquisas com possíveis
estratégias para mitigar os efeitos do estresse crônico, como por exemplo direcionadas ao SRA
cerebral.
Abstract
Stress is characterized as everything that threatens the balance of an organism, requiring a
response from the individual to neutralize it. When the stimulus is persistent, very intense or
there is an inability to activate the adaptation systems, it can lead to the development of
cardiovascular disorders (arterial hypertension, cardiac arrhythmia, sympathetic
hyperactivation, among others) and neuropsychiatric disorders (mood and anxiety disorders,
etc.). Among the physiological components triggered by the stress response, the activation of
the sympathetic-adrenal and hypothalamic-pituitary-adrenal (HPA) axes stands out. In addition
to the canonical neurohumoral pathways, there are other biological systems related to the stress
response, including the renin-angiotensin system (RAS), which has been extensively studied,
especially in acute stress. This work aimed evaluate the impact of a murine model of chronic
unpredictable stress (CUS) on the expression of RAS components in the hypothalamus.
C57BL/6J mice were randomly subjected to various stressors (eg, water deprivation, exposure
to stroboscopic light, social isolation etc.), for three consecutive weeks. Then, the biochemical,
cardiovascular, morphological and behavioral parameters were analyzed and compared with a
control group. The results indicate that the proposed and developed protocol was efficient in
inducing chronic stress, since the animals submitted to ECI showed increased levels of
corticosterone, adrenal gland hypertrophy, tachycardia, anxiety-like behavior, depressive-like
behavior, reduction of BDNF levels in the prefrontal cortex, hippocampus, and hypothalamus
and, curiously, decreases in fear memory expression behavior. Furthermore, interestingly, the
CUS animals showed increased AT1 receptor gene expression and reduced Mas receptor
expression in the hypothalamus. Therefore, it is concluded that the experimental animals, after
three weeks of exposure to various stressors, showed physiological, morphological and
behavioral responses typical of chronically stressed animals, in addition to changes in RAS
components in the hypothalamus. Therefore, the standardized protocol is efficient for the study
of chronic stress and its consequences, enabling the development of new research with possible
strategies to mitigate the effects of chronic stress, such as directed to the cerebral RAS.
Assunto
Neurociências, Estresse Fisiológico, Ansiedade, Depressão, Sistema Renina-Angiotensina
Palavras-chave
Estresse, Estresse Crônico Imprevisível, Ansiedade, Depressão, Sistema Renina-Angiotensina
Citação
Departamento
Endereço externo
Avaliação
Revisão
Suplementado Por
Referenciado Por
Licença Creative Commons
Exceto quando indicado de outra forma, a licença deste item é descrita como Acesso Restrito
