Avaliação do impacto do estresse crônico imprevisível sobre componentes do sistema renina-angiotensina no hipotálamo

dc.creatorMaria Luiza Antunes Fonseca
dc.date.accessioned2024-03-04T16:23:02Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:15:50Z
dc.date.available2024-03-04T16:23:02Z
dc.date.issued2023-08-22
dc.description.abstractStress is characterized as everything that threatens the balance of an organism, requiring a response from the individual to neutralize it. When the stimulus is persistent, very intense or there is an inability to activate the adaptation systems, it can lead to the development of cardiovascular disorders (arterial hypertension, cardiac arrhythmia, sympathetic hyperactivation, among others) and neuropsychiatric disorders (mood and anxiety disorders, etc.). Among the physiological components triggered by the stress response, the activation of the sympathetic-adrenal and hypothalamic-pituitary-adrenal (HPA) axes stands out. In addition to the canonical neurohumoral pathways, there are other biological systems related to the stress response, including the renin-angiotensin system (RAS), which has been extensively studied, especially in acute stress. This work aimed evaluate the impact of a murine model of chronic unpredictable stress (CUS) on the expression of RAS components in the hypothalamus. C57BL/6J mice were randomly subjected to various stressors (eg, water deprivation, exposure to stroboscopic light, social isolation etc.), for three consecutive weeks. Then, the biochemical, cardiovascular, morphological and behavioral parameters were analyzed and compared with a control group. The results indicate that the proposed and developed protocol was efficient in inducing chronic stress, since the animals submitted to ECI showed increased levels of corticosterone, adrenal gland hypertrophy, tachycardia, anxiety-like behavior, depressive-like behavior, reduction of BDNF levels in the prefrontal cortex, hippocampus, and hypothalamus and, curiously, decreases in fear memory expression behavior. Furthermore, interestingly, the CUS animals showed increased AT1 receptor gene expression and reduced Mas receptor expression in the hypothalamus. Therefore, it is concluded that the experimental animals, after three weeks of exposure to various stressors, showed physiological, morphological and behavioral responses typical of chronically stressed animals, in addition to changes in RAS components in the hypothalamus. Therefore, the standardized protocol is efficient for the study of chronic stress and its consequences, enabling the development of new research with possible strategies to mitigate the effects of chronic stress, such as directed to the cerebral RAS.
dc.description.sponsorshipFAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/65127
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Restrito
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectNeurociências
dc.subjectEstresse Fisiológico
dc.subjectAnsiedade
dc.subjectDepressão
dc.subjectSistema Renina-Angiotensina
dc.subject.otherEstresse
dc.subject.otherEstresse Crônico Imprevisível
dc.subject.otherAnsiedade
dc.subject.otherDepressão
dc.subject.otherSistema Renina-Angiotensina
dc.titleAvaliação do impacto do estresse crônico imprevisível sobre componentes do sistema renina-angiotensina no hipotálamo
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Lucas Miranda Kangussu
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7456050722635718
local.contributor.referee1Profª. Dra. Maria José Campagnole-Santos
local.contributor.referee1Prof. Dr. André Ricardo Massensini
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/1653943994447402
local.description.embargo2025-08-22
local.description.resumoO estresse é caracterizado como tudo aquilo que ameaça o equilíbrio de um organismo, exigindo uma resposta do indivíduo para neutralizá-lo. Quando o estímulo é persistente, muito intenso ou existe incapacidade de ativar os sistemas de adaptação, pode levar ao desenvolvimento de desordens cardiovasculares (hipertensão arterial, arritmia cardíaca, hiperativação simpática, dentre outras) e transtornos neuropsiquiátricos (transtornos de humor e ansiedade etc.). Dentre os componentes fisiológicos desencadeados pela resposta ao estresse destacam-se a ativação dos eixos simpático-adrenomedular e hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA). Além das vias neuro-humorais canônicas, existem outros sistemas biológicos relacionados com a resposta ao estresse, dentre eles o sistema renina-angiotensina (SRA) que vem sendo muito estudado especialmente no estresse agudo. Este trabalho teve como objetivo avaliar o impacto do estresse crônico imprevisível (ECI) sobre a expressão de componentes do SRA no hipotálamo, através de um modelo murino. Os camundongos C57BL/6J foram submetidos a estressores variados (ex.: privação de água, exposição à luz estroboscópica, isolamento social etc.), de forma aleatória, por três semanas consecutivas. Em seguida, foram analisados e comparados com um grupo controle os parâmetros bioquímicos, cardiovasculares, morfológicos e comportamentais. Os resultados indicam que o protocolo proposto e desenvolvido foi eficiente em induzir o estresse crônico, uma vez que os animais submetidos ao ECI apresentaram níveis aumentados de corticosterona, hipertrofia da glândula adrenal, taquicardia, comportamento tipo-ansioso, comportamento tipo-depressivo, redução dos níveis de BDNF no córtex pré-frontal, hipocampo e hipotálamo e, curiosamente, diminuição no comportamento de expressão da memória de medo. Além disso, de forma interessante, os animais ECI apresentaram aumento da expressão gênica do receptor AT1 e redução da expressão do receptor Mas no hipotálamo. Portanto, conclui-se que os animais experimentais, após três semanas de exposição a estressores variados, apresentaram respostas fisiológicas, morfológicas e comportamentais típicas de animais cronicamente estressados além de alterações em componentes do SRA no hipotálamo. Sendo assim, o protocolo padronizado é eficiente para o estudo do estresse crônico e seus desdobramentos, possibilitando o desenvolvimento de novas pesquisas com possíveis estratégias para mitigar os efeitos do estresse crônico, como por exemplo direcionadas ao SRA cerebral.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentICB - INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLOGICAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Neurociências

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