Avaliação clínico-laboratorial e resposta terapêutica dos pacientes com orbitopatia de Graves
| dc.creator | Nina Ramalho Alkmim | |
| dc.date.accessioned | 2022-10-27T13:49:00Z | |
| dc.date.accessioned | 2025-09-09T01:03:16Z | |
| dc.date.available | 2022-10-27T13:49:00Z | |
| dc.date.issued | 2022-08-25 | |
| dc.description.sponsorship | CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/46684 | |
| dc.language | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.rights | Acesso Restrito | |
| dc.subject | Oftalmopatia de Graves | |
| dc.subject | Iodo | |
| dc.subject | Pulsoterapia | |
| dc.subject | Fatores de Risco | |
| dc.subject | Qualidade de Vida | |
| dc.subject.other | Oftalmopatia de Graves | |
| dc.subject.other | Iodo | |
| dc.subject.other | Pulsoterapia | |
| dc.title | Avaliação clínico-laboratorial e resposta terapêutica dos pacientes com orbitopatia de Graves | |
| dc.type | Dissertação de mestrado | |
| local.contributor.advisor1 | Leticia Ferreira Gontijo Silveira | |
| local.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/2113495112251803 | |
| local.contributor.referee1 | Maria Marta Sarquis Soares | |
| local.contributor.referee1 | Milena Maria Moreira Guimarães | |
| local.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/2487005318239288 | |
| local.description.embargo | 2024-08-25 | |
| local.description.resumo | INTRODUÇÃO: A orbitopatia associada à tireoide (OT) é uma doença autoimune e inflamatória da órbita, que gera significativa redução de qualidade de vida, mesmo em suas formas leves. Tabagismo ativo, disfunção tireoidiana, radioiodoterapia e hipercolesterolemia são seus fatores de risco conhecidos. Intervenção terapêutica específica é necessária quando a OT é caracterizada como ativa e moderada a grave, que acomete não mais que 6% dos pacientes. A terapêutica considerada padrão é o uso de corticoterapia, eficaz em 70% dos pacientes. Objetivo geral: caracterização epidemiológica, clínica e laboratorial de pacientes com OT moderada a grave ativa, submetidos à pulsoterapia com metilprednisolona. Objetivos específicos: avaliação da resposta terapêutica à pulsoterapia, bem como seus efeitos colaterais; avaliação de fatores possivelmente associados à resposta terapêutica da pulsoterapia e avaliação da resposta terapêutica de pacientes com OT e hipertireoidismo, submetidos a radioiodoterapia durante a pulsoterapia. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo de coorte, retrospectivo. Os dados foram obtidos a partir da análise prontuário. Incluiram-se pacientes com OT forma moderada a grave ativa, atendidos no serviço de Endocrinologia do HC UFMG e em clínica privada, no período de 2006 a 2021. Pacientes incluídos foram tratados com pulsoterapia de metilprednisolona (4,5 g). Foram analisados dados epidemiológicos, função tireoidiana, positividade de autoanticorpos, comorbidades, grau de atividade da OT (CAS). Pacientes que melhoraram o CAS após tratamento (CAS inferior a 3) foram considerados respondedores (R). Não-respondedores (NR): pacientes que mantiveram CAS maior ou igual a 3 ao final da pulsoterapia e aqueles que demandaram uso de metilprednisolona de urgência/descompressão de órbita de urgência durante ou após término da pulsoterapia, independentemente do CAS final. Compararam-se tais grupos quanto às diversas variáveis clínico-laboratoriais, para avaliação de possíveis preditores de resposta terapêutica. Os resultados deste trabalho são apresentados no formato de artigo. RESULTADOS: Incluiram-se 64 pacientes, 62 portadores de doença de doença de Graves e 2 portadores de tireoidite de Hashimoto, com mediana de idade igual a 48 anos. Vinte e cinco por cento dos pacientes eram tabagista ativos e 56% estavam em eutireoidismo no momento da atividade ocular. Quarenta e sete (73,4%) pacientes foram classificados como R. Os grupos R e NR não se diferiram em relação ao gênero, histórico tabágico, CAS pré-tratamento, positividade de TRAb e anti-TPO, função tireoidiana no momento da atividade ocular. Em relação ao tratamento do hipertireoidismo, 76,6% dos pacientes da amostra total foram submetidos a radiodoterapia. Realizar radiodoterapia durante a pulsoterapia discriminou pacientes R de NR, uma vez que 93,7% do primeiro grupo foram classificados como R, em contraste com 57,5% do segundo grupo (p=0.018). CONCLUSÃO: A pulsoterapia foi eficaz, na maioria dos pacientes, no controle da atividade inflamatória da OT, resultado semelhante à literatura atual. Não foram identificados preditores de resposta ao glicocorticoide, exceto pelo momento de realização de radioiodoterapia. Sobre a controversa segurança de se realizar radiodoterapia em pacientes com OT ativa, este estudo levanta a hipótese de que a realização desta terapia não somente é segura, bem como pode estar relacionada à melhora da atividade ocular, quando realizada concomitantemente ao esquema da pulsoterapia com metilprednisolona. | |
| local.identifier.orcid | https://orcid.org/0000-0002-0317-4087 | |
| local.publisher.country | Brasil | |
| local.publisher.department | MEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA | |
| local.publisher.initials | UFMG | |
| local.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Medicina Molecular |