Estudo da hidronímia dos principais afluentes do rio São Francisco

dc.creatorPedro Henrique Almeida Santos
dc.date.accessioned2025-04-25T14:28:13Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:26:49Z
dc.date.available2025-04-25T14:28:13Z
dc.date.issued2025-02-18
dc.description.abstractSince ancient times, watercourses have played a pivotal role as routes for navigation, migration, and settlement, in addition to providing essential resources for human sustenance and development. Throughout this process of coexistence and adaptation, toponyms have been established, serving as references for these routes and reflecting the interaction between humans and their environment, as well as the construction of local cultural identities. Given their significance, this study aimed to systematize, describe, and analyze the names of the 46 main tributaries of the São Francisco River, investigating the factors that motivated the creation of these toponyms. A theoretical approach rooted in lexical studies was adopted, examining the relationship between language, culture, and society based on contributions from Sapir (1969), Saussure (2006), Biderman (1987, 2006, 2014), and Isquerdo (1997, 2014). In the field of toponymy, the study delved into the theories of Dauzat (1926), a pioneer in toponomastic studies, and Dick (1990, 1990a), a Brazilian authority known for her taxonomic models, alongside Seabra’s (2004) diachronic perspective, which analyzed the historical evolution of place names. The research confirmed the hypothesis that toponyms reflect naming processes tied to historical migratory routes and Brazil’s colonization context. Linguistic data were analyzed to understand the motivations, cultural contexts, and their relationship with Indigenous, African, and other immigrant identities. Furthermore, the toponyms were classified taxonomically, with data quantified and presented through graphs, charts, and tables. The analysis revealed that toponyms act as historical markers, projected by human consciousness onto the environment, persisting and expanding over time. It was also observed that toponyms function as collective memory, preserving human experiences and identities despite transformations in geographic space.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/81851
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectLíngua portuguesa – Variação
dc.subjectLíngua portuguesa – Regionalismo – São Francisco, Rio, Bacia
dc.subjectToponímia
dc.subjectOnomástica
dc.subjectLexicologia
dc.subject.otherLéxico
dc.subject.otherHidronímia
dc.subject.otherOnomástica
dc.subject.otherRio São Francisco
dc.subject.otherToponímia
dc.titleEstudo da hidronímia dos principais afluentes do rio São Francisco
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Maria Cândida Trindade Costa de Seabra
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0209259220684913
local.contributor.referee1Roselles Magalhães Felício
local.contributor.referee1Maria do Socorro Vieira Coelho
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/4795673782581457
local.description.resumoDesde os tempos antigos, os cursos d’água têm desempenhado um papel fundamental como rotas de navegação, migração e assentamento, além de fornecerem recursos essenciais para o sustento e o desenvolvimento humano. Nesse processo de convivência e adaptação, foram estabelecidos os topônimos, que servem como referências dessas rotas, refletindo a interação entre o ser humano e o ambiente, bem como a construção das identidades culturais locais. Diante dessa importância, este estudo teve como objetivo sistematizar, descrever e analisar os nomes dos 46 principais afluentes do rio São Francisco, investigando os fatores que motivaram a constituição desses topônimos. Para tanto, adotou-se uma abordagem teórica baseada nas ciências do léxico, que examinam a relação entre língua, cultura e sociedade, com base nas contribuições de Sapir (1969), Saussure (2006), Biderman (1987, 2006, 2014) e Isquerdo (1997, 2014). No campo da toponímia, o estudo aprofundou-se nas teorias de Dauzat (1926), pioneiro dos estudos toponomásticos, e Dick (1990, 1990a), referência no Brasil pelos modelos taxonômicos, além da perspectiva diacrônica de Seabra (2004), que analisou a evolução histórica dos nomes de lugares. A pesquisa confirmou a hipótese de que os topônimos refletem processos de nomeação relacionados às rotas migratórias históricas e ao contexto de colonização do Brasil. Os dados linguísticos foram analisados para compreender as motivações, os contextos culturais e a relação com as identidades indígena, africana e de outros imigrantes. Além disso, realizou-se a classificação taxonômica dos topônimos, com a quantificação dos dados e sua apresentação em gráficos, quadros e tabelas. A análise revelou que os topônimos atuam como marcas históricas, projetadas pela consciência humana no ambiente, perdurando e se expandindo ao longo do tempo. Observou-se também que os topônimos funcionam como uma memória coletiva, preservando as vivências e identidades humanas, mesmo diante das transformações no espaço geográfico.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFALE - FACULDADE DE LETRAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos

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