Timoma canino associado à miastenia gravis
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
Introdução: Timomas são neoplasias epiteliais do timo, embora a infiltração de linfócitos seja comum. As características histológicas não são suficientes para definir seu comportamento biológico, que é dependente de critérios clínicos de invasividade
e ressecabilidade. A miastenia gravis pode ocorrer como uma síndrome paraneoplásica em até 47% dos timomas caninos. Esse
artigo tem como objetivo relatar um caso de timoma associado à miastenia gravis em um cão, enfatizando os aspectos morfológicos,
Aspectos fenotípicos e terapêuticos.
Caso: Um Labrador macho de 7 anos de idade foi apresentado com história de dispneia aguda e intolerância ao exercício. O físico
o exame revelou mucosa em “tijolo vermelho”, taquicardia e hipofonese cardíaca e pulmonar. Radiografias de tórax revelaram
uma área de radiopacidade aumentada no mediastino cranial sem plano de separação para o coração. O exame de ecodopplercardiograma identificou uma massa mal delimitada adjacente à base do coração, medindo 9,5x6,8cm. tomografia computadorizada
demonstraram como uma neoformação expansiva (9,5x6,5x7,8cm). A massa foi removida por toracotomia intercostal e a
o tecido removido foi submetido ao exame histopatológico com diagnóstico compatível com timoma tipo AB (misto). A imunoistoquímica foi positiva para citoqueratina AE1/AE3 em 90% das células epiteliais, confirmando a origem do tumor. Infiltração de tumor
os linfócitos foram positivos para CD79a (70%) e CD3 (20%). O índice de proliferação (imunomarcação Ki-67) foi de 60%.
Cerca de 45 dias após a cirurgia o paciente apresentou fraqueza muscular generalizada e regurgitação, com
megaesôfago na radiografia de tórax. O tratamento com piridostigmina foi iniciado por suspeita de miastenia gravis, e
a remissão completa dos sinais neurológicos ocorreu em um mês. Um protocolo quimioterápico com carboplatina foi
então instituído. Após quatro sessões, nova radiografia de tórax revelou recidiva tumoral no mediastino cranial.
Portanto, a quimioterapia metronômica foi iniciada sequencialmente com clorambucil oral e firocoxib. Paciente permaneceu
bem por nove meses, quando a regurgitação e a fraqueza muscular foram reiniciadas, mesmo com o tratamento com piridostigmina. Novo baú
A radiografia demonstrou aumento da massa tumoral e o proprietário optou pela eutanásia, resultando em sobrevida de 368 dias.
Discussão: O prognóstico do timoma depende do tipo histológico, estadiamento clínico e presença de quadro paraneoplásico
síndromes. Devido à heterogeneidade dos casos, não há estudos suficientes disponíveis para comparar os animais submetidos
para diversas modalidades terapêuticas. Em humanos, quando possível e na ausência de metástases, ressecção cirúrgica completa
é o tratamento padrão seguido de quimioterapia e/ou radioterapia adjuvante. Em cães, ressecção cirúrgica de timomas
deve ser considerada, apesar da invasividade detectada nos exames de imagem. A presença de síndromes paraneoplásicas, como
como a miastenia gravis, são comumente associadas a pior prognóstico, porém, como evidenciado neste caso, a piridostigmina
foi útil na manutenção da função neuromuscular e na qualidade de vida do paciente, juntamente com a cirurgia e a quimioterapia adjuvante, o que provavelmente contribuiu para o aumento da expectativa de vida. Mais estudos são necessários para avaliar
a eficácia da quimioterapia adjuvante em dosagem máxima tolerada e metronômica, para neoplasias tímicas em cães.
Abstract
Assunto
Timo, Neoplasia, Síndrome paraneoplásica, Carbopaltina, Ciclofosfamida
Palavras-chave
Citação
Curso
Endereço externo
http://www.ufrgs.br/actavet/46-suple-1/CR_277.pdf