Timoma canino associado à miastenia gravis

dc.creatorRodrigo Dos Santos Horta
dc.creatorMariana da Silva Figueiredo
dc.creatorMaria Beatriz Fraga Costa
dc.creatorMariana de Pádua Costa
dc.creatorLucas Vogas e Silva
dc.creatorAline de Biasi Bassani Gonçalves
dc.creatorGeovanni Dantas Cassali
dc.date.accessioned2022-05-13T22:21:03Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:46:54Z
dc.date.available2022-05-13T22:21:03Z
dc.date.issued2018
dc.format.mimetypepdf
dc.identifier.issn1679-9216
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/41680
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.relation.ispartofActa scientiae veterinariae
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectTimo
dc.subjectNeoplasia
dc.subjectSíndrome paraneoplásica
dc.subjectCarbopaltina
dc.subjectCiclofosfamida
dc.titleTimoma canino associado à miastenia gravis
dc.typeArtigo de periódico
local.citation.volume46
local.description.resumoIntrodução: Timomas são neoplasias epiteliais do timo, embora a infiltração de linfócitos seja comum. As características histológicas não são suficientes para definir seu comportamento biológico, que é dependente de critérios clínicos de invasividade e ressecabilidade. A miastenia gravis pode ocorrer como uma síndrome paraneoplásica em até 47% dos timomas caninos. Esse artigo tem como objetivo relatar um caso de timoma associado à miastenia gravis em um cão, enfatizando os aspectos morfológicos, Aspectos fenotípicos e terapêuticos. Caso: Um Labrador macho de 7 anos de idade foi apresentado com história de dispneia aguda e intolerância ao exercício. O físico o exame revelou mucosa em “tijolo vermelho”, taquicardia e hipofonese cardíaca e pulmonar. Radiografias de tórax revelaram uma área de radiopacidade aumentada no mediastino cranial sem plano de separação para o coração. O exame de ecodopplercardiograma identificou uma massa mal delimitada adjacente à base do coração, medindo 9,5x6,8cm. tomografia computadorizada demonstraram como uma neoformação expansiva (9,5x6,5x7,8cm). A massa foi removida por toracotomia intercostal e a o tecido removido foi submetido ao exame histopatológico com diagnóstico compatível com timoma tipo AB (misto). A imunoistoquímica foi positiva para citoqueratina AE1/AE3 em 90% das células epiteliais, confirmando a origem do tumor. Infiltração de tumor os linfócitos foram positivos para CD79a (70%) e CD3 (20%). O índice de proliferação (imunomarcação Ki-67) foi de 60%. Cerca de 45 dias após a cirurgia o paciente apresentou fraqueza muscular generalizada e regurgitação, com megaesôfago na radiografia de tórax. O tratamento com piridostigmina foi iniciado por suspeita de miastenia gravis, e a remissão completa dos sinais neurológicos ocorreu em um mês. Um protocolo quimioterápico com carboplatina foi então instituído. Após quatro sessões, nova radiografia de tórax revelou recidiva tumoral no mediastino cranial. Portanto, a quimioterapia metronômica foi iniciada sequencialmente com clorambucil oral e firocoxib. Paciente permaneceu bem por nove meses, quando a regurgitação e a fraqueza muscular foram reiniciadas, mesmo com o tratamento com piridostigmina. Novo baú A radiografia demonstrou aumento da massa tumoral e o proprietário optou pela eutanásia, resultando em sobrevida de 368 dias. Discussão: O prognóstico do timoma depende do tipo histológico, estadiamento clínico e presença de quadro paraneoplásico síndromes. Devido à heterogeneidade dos casos, não há estudos suficientes disponíveis para comparar os animais submetidos para diversas modalidades terapêuticas. Em humanos, quando possível e na ausência de metástases, ressecção cirúrgica completa é o tratamento padrão seguido de quimioterapia e/ou radioterapia adjuvante. Em cães, ressecção cirúrgica de timomas deve ser considerada, apesar da invasividade detectada nos exames de imagem. A presença de síndromes paraneoplásicas, como como a miastenia gravis, são comumente associadas a pior prognóstico, porém, como evidenciado neste caso, a piridostigmina foi útil na manutenção da função neuromuscular e na qualidade de vida do paciente, juntamente com a cirurgia e a quimioterapia adjuvante, o que provavelmente contribuiu para o aumento da expectativa de vida. Mais estudos são necessários para avaliar a eficácia da quimioterapia adjuvante em dosagem máxima tolerada e metronômica, para neoplasias tímicas em cães.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentICB - DEPARTAMENTO DE PATOLOGIA
local.publisher.departmentVET - DEPARTAMENTO DE CLÍNICA E CIRURGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.url.externahttp://www.ufrgs.br/actavet/46-suple-1/CR_277.pdf

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