Preditores da habilidade de ler e escrever palavras em português brasileiro : um estudo longitudinal

dc.creatorAlana Helena Paulino dos Santos
dc.date.accessioned2024-12-12T18:20:54Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:08:58Z
dc.date.available2024-12-12T18:20:54Z
dc.date.issued2023-07-31
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/78633
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Restrito
dc.subjectPsicologia - Teses
dc.subjectLeitura - Teses
dc.subjectEscrita - Teses
dc.subject.otherConhecimento do nome e sons das letras
dc.subject.otherProcessamento fonológico
dc.subject.otherLeitura e escrita de palavras
dc.subject.otherPortuguês brasileiro
dc.titlePreditores da habilidade de ler e escrever palavras em português brasileiro : um estudo longitudinal
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Claudia Cardoso Martins
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9555963022676364
local.contributor.referee1Julia Beatriz Lopes Silva
local.contributor.referee1Tatiana Cury Pollo
local.contributor.referee1Mirelle França Michalick Triginelli
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/9930573751033702
local.description.embargo2025-07-31
local.description.resumoIntrodução: O processamento fonológico é descrito na literatura como um fator chave para o sucesso na alfabetização. Há, de fato, ampla evidência de que diferenças individuais na consciência de fonemas, na nomeação rápida e na memória verbal de curto prazo predizem o sucesso na alfabetização mesmo após o controle de diferenças individuais no conhecimento do nome e dos sons das letras (e.g., Landerl et al, 2022; Melby-Lervåg et al, 2012). Grande parte dessa evidência é, contudo, baseada nos resultados de estudos de crianças que já começaram a aprender a ler e escrever formalmente. Embora resultados semelhantes tenham sido obtidos em estudos longitudinais examinando a relação entre o processamento fonológico na pré-escola e a habilidade posterior de leitura e escrita, poucos estudos controlaram o efeito de variações na habilidade inicial de leitura e, sobretudo, da escrita das crianças. Objetivo: O objetivo do presente estudo foi avaliar a contribuição do conhecimento do nome e dos sons das letras e do processamento fonológico nos anos pré-escolares para a aprendizagem posterior da leitura e escrita de palavras em português brasileiro. O estudo se destaca da maioria dos estudos anteriores em dois aspectos importantes. Em primeiro lugar, o processamento fonológico foi avaliado no início do 1º ano da Educação Pré-escolar, quando as crianças ainda não tinham sido expostas a nenhuma instrução formal da leitura e da escrita; em segundo lugar, além de avaliar a habilidade de leitura de palavras das crianças no início do estudo, o estudo também incluiu uma avaliação de sua escrita “inventada” com o objetivo de examinar sua habilidade de representar sons na pronúncia das palavras com letras fonologicamente plausíveis, um forte preditor da habilidade posterior de leitura e escrita (Cardoso-Martins, 1995; Treiman et al., 2022). Método: Participaram do estudo 66 crianças (37 meninas; 29 meninos) matriculadas em escolas da rede particular de Belo Horizonte, MG. O estudo foi longitudinal e a maioria das avaliações ocorreu em três ocasiões. Na primeira ocasião, as crianças tinham, em média, 4 anos e 2 meses de idade (DP = 0,32) e estavam matriculadas em classes do 1º ano da Educação Pré-escolar. A segunda e terceira ocasiões ocorreram aproximadamente 2 anos e meio e 3 anos e meio após a primeira, quando as crianças estavam no final do 1º e do e 2º ano do ensino fundamental, respectivamente. Em todas as avaliações, as crianças foram submetidas a medidas de leitura e escrita de palavras. Na primeira avaliação, elas foram também submetidas a tarefas que avaliavam o conhecimento do nome e dos sons das letras, a consciência fonêmica, a nomeação rápida (cor e objeto) e a memória verbal de curto prazo. O vocabulário foi avaliado aproximadamente 15 meses após a primeira avaliação, quando as crianças estavam no 2º ano da Educação Pré-Escolar. Resultados: Com exceção de sete crianças que leram uma (n = 3) ou duas palavras (n = 4) em uma lista de palavras muito frequentes em livros para crianças no Brasil, as crianças ainda não haviam começado a ler no início do estudo. Além disso, embora as crianças tenham apresentado um desempenho acima do que seria esperado ao acaso na medida de conhecimento do nome e dos sons das letras, apenas 10 crianças utilizaram esse conhecimento de forma confiável em suas escritas “inventadas”. Houve muita variação nas medidas utilizadas ao longo de todo o estudo e, com exceção da medida de consciência fonêmica, diferenças individuais nas habilidades avaliadas no início do estudo correlacionaram-se significativamente com a habilidade posterior de leitura e escrita de palavras. Análises de regressão múltipla foram, portanto, realizadas para avaliar a contribuição relativa desses preditores, separadamente para as habilidades de leitura e escrita no final do 1º e do 2 ano do ensino fundamental, a saber: acurácia de leitura de palavras no final do 1º ano; e acurácia de leitura de palavras, fluência de leitura de palavras e ditado de palavras, no final do 2º ano. Em todas as análises, a idade das crianças no início do estudo e seu vocabulário foram também incluídos nas regressões com o objetivo de controlar o efeito de variações no seu desenvolvimento geral e habilidade verbal. Os resultados dessas análises mostraram que o conhecimento do nome e dos sons das letras, a nomeação rápida e a memória verbal de curto prazo contribuíram significativa e unicamente para a medida de acurácia de leitura de palavras no final do 1º ano e para a medida de fluência de leitura de palavras no final do 2º ano. Apenas o conhecimento do nome e dos sons das letras e a nomeação rápida contribuíram significativamente para a acurácia de leitura de palavras no final do 2º ano. Finalmente, tanto o conhecimento do nome e dos sons das letras quanto a memória verbal de curto prazo contribuíram significativa e unicamente para o desempenho das crianças no teste de escrita no final do 2º ano. Resultados semelhantes foram encontrados quando a habilidade de escrever ou não de forma fonologicamente plausível no início do estudo foi adicionada à lista de variáveis independentes nas regressões. Discussão: Esses resultados confirmam os resultados de estudos anteriores de que o conhecimento do nome e dos sons das letras e o processamento fonológico desempenham um papel chave na alfabetização. Eles também sugerem que diferenças individuais nessas variáveis são importantes mesmo quando avaliadas no início dos anos pré-escolares, ou seja, antes da imensa maioria das crianças ter começado a ler e escrever. As implicações desses resultados para a identificação de crianças com risco de virem a apresentar dificuldades na aprendizagem da leitura e da escrita são discutidas.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Psicologia: Cognição e Comportamento

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