O lugar da cultura na ação do comando brasileiro no Haiti segundo os enquadramentos nos proferimentos oficiais e no jornal Folha de São Paulo

dc.creatorVivian Patricia Peron Vieira
dc.date.accessioned2019-08-11T01:54:26Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:00:43Z
dc.date.available2019-08-11T01:54:26Z
dc.date.issued2010-04-15
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/FAFI-8TYKCU
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectComunicação e cultura
dc.subjectMissão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti
dc.subjectBrasil Relações exteriores Haiti
dc.subjectComunicação
dc.subjectComunicação de massa
dc.subjectMovimentos de paz
dc.subject.otherComunicação e cultura
dc.subject.otherCultura como recurso
dc.subject.otherMINUSTAH
dc.subject.otherRelações internacionai
dc.titleO lugar da cultura na ação do comando brasileiro no Haiti segundo os enquadramentos nos proferimentos oficiais e no jornal Folha de São Paulo
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Simone Maria Rocha
local.contributor.referee1Vera Regina Veiga Franca
local.contributor.referee1Elisabete Sanches Rocha
local.description.resumoEsta dissertação investiga qual o lugar da cultura na atuação do comando brasileiro na Missão de Paz da ONU no Haiti (MINUSTAH) frente ao campo político e ao campo midiático. A análise da assunção brasileira neste proeminente assunto de política externa é feita sob a abordagem dos Estudos Culturais. Desta forma, a centralidade da cultura na vida social trazida por este debate teórico permite ver o processo tido como eminentemente político à luz de sua dimensão cultural. Sob o entendimento da conveniência da cultura em que a cultura é avaliada como um recurso a ser gerenciado, seja para desenvolvimento econômico, para a cidadania, para a amenização de conflitos políticos etc. buscou-se compreender a cultura como um recurso acionado publicamente pelo Estado e pelos media, seja para estreitar estrategicamente os vínculos identitários entre o Brasil e o Haiti, seja para conformar uma atitude adequada e concernente aos ditames do cenário internacional e da própria ONU. Especificamente, o corpus de análise foi definido em dois eixos: um jornal impresso de grande circulação nacional, neste caso a Folha de S. Paulo (representando a visibilidade midiática do tema); e proferimentos oficiais de autoridades governamentais brasileiras, do Presidente Luis Inácio Lula da Silva e do Ministro Celso Amorim, dispostos no site do Ministério das Relações Exteriores (representando a voz oficial do Estado brasileiro). Utilizou-se como desenho teórico-metodológico a análise de conteúdo conjugada com a dos enquadramentos, organizando-se o período recortado dos 4 anos e 2 meses da missão segundo três estágios operacionais. São eles: 1. Chegada dos capacetes azuis da ONU no Haiti e estabilização; 2. Preparo para a eleição democrática no país; 3. Situação pós-eleição e desenvolvimento de outras dimensões da missão projetos infra-estruturais, desenvolvimento do país e ajudas frente aos desastres naturais. Assim, aventaram-se cinco categorias de análise que serviram para filtrar todo o material e identificar o lugar da cultura nos enquadramentos sobre a MINUSTAH. Consideraram-se inclusive as diferenciações trazidas em cada fase por influenciarem na análise final, dado o fortalecimento ou o enfraquecimento no decorrer dos estágios de uma dada categoria e não outra, trazendo o peso e o lugar da dimensão cultural no processo. As cinco categorias aventadas foram: Cultura como recurso na estratégia de vinculação identitária; cultura como recurso de legitimação no Brasil; cultura como recurso da política para empreender uma cooperação internacional, altiva e adequada às novas orientações do cenário global; cultura como recurso de uma construção pacífica e solidária; cultura como recurso de conquista da legitimidade haitiana. Verifica-se que a cultura foi acionada como um recurso político central neste processo, predominando a cultura como recurso da política para empreender uma cooperação internacional, altiva e adequada às novas orientações do cenário global.
local.publisher.initialsUFMG

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