Prevalência de fumantes adultos nas capitais brasileiras, segundo privação socioeconômica
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Artigo de periódico
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Prevalence of adult smokers in Brazilian capitals according to socioeconomic deprivation
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Resumo
Objetivo: Estimar as prevalências de adultos fumante nas 26 capitais e no Distrito Federal segundo o Índice Brasileiro de Privação.
Métodos: Os dados sobre tabagismo foram obtidos junto ao sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças
Crônicas por Inquérito (Vigitel) para as 26 capitais e o Distrito Federal, no período de 2010 a 2013. O Índice Brasileiro de Privação
classifica os setores censitários segundo indicadores como: renda menor que meio salário mínimo, população não alfabetizada e
sem esgotamento sanitário. Nas regiões Norte e Nordeste, os setores censitários foram agrupados em quatro categorias (baixa,
média, alta e muito alta privação) e, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, em três (baixa, média e alta privação). As estimativas
de prevalências de adultos fumantes foram obtidas pelo método indireto de estimação em pequenas áreas. Para o cálculo das
razões de prevalências, empregram-se modelos de Poisson. Resultados: A associação positiva entre a prevalência e a privação das
categorias de setores censitários foi encontrada em 16 (59,3%) das 27 cidades. Em nove (33,3%) cidades, os setores de maior privação apresentaram maior prevalência de fumantes quando comparados aos de menor privação e, em duas (7,4%), não apresentaram diferenças. Em Aracaju, Belem, Fortaleza, João Pessoa, Macapá e Salvador, as prevalências de adultos fumantes foram três vezes maiores no grupo de setores com maior privação em relação aos de menor privação. Conclusão: Setores de maior privação social apresentaram maiores prevalências de tabagismo, comparados com menor privação, apontando desigualdades sociais.
Abstract
Objective: To estimate the prevalence of adult smokers in the 26 capitals and the Federal District according to the Brazilian
Deprivation Index (Índice Brasileiro de Privação – IBP). Methods: Dataset on smoking were obtained from the Surveillance of Risk and
Protective Factors for Noncommunicable Diseases by Survey (Vigitel) system for the 26 capitals and the Federal District, in the period
from 2010 to 2013. The IBP classifies the census sectors according to indicators such as: income less than ½ minimum wage, illiterate
population and without sanitary sewage. In the North and Northeast regions, the census sectors were grouped into four categories
(low, medium, high and very high deprivation) and in the South, Southeast and Midwest regions into three (low, medium and high
deprivation). Prevalence estimates of adult smokers were obtained using the indirect estimation method in small areas. To calculate
the prevalence ratios, Poisson models are used. Results: The positive association between prevalence and deprivation of census
sector categories was found in 16 (59.3%) of the 27 cities. In nine (33.3%) cities, the sectors with the greatest deprivation had a higher
prevalence of smokers when compared to those with the least deprivation, and in two (7.4%) there were no differences. In Aracaju,
Belém, Fortaleza, João Pessoa, Macapá and Salvador, the prevalence of adult smokers was three times higher in the group of sectors
with greater deprivation compared to those with less deprivation. Conclusion: Sectors with greater social deprivation had a higher
prevalence of smoking, compared with less deprivation, pointing to social inequalities.
Assunto
Desigualdades de Saúde, Fatores Socioeconômicos, Análise de Pequenas Áreas, Tabagismo
Palavras-chave
Iniquidades em saúde, Iniquidade social, Estudos de prevalência, Análise de Pequenas Áreas, Tabaco, Inquéritos
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Curso
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https://doi.org/10.1590/1980-549720230044.2