Relação entre a qualidade de sono autodeclarada e o tratamento de pacientes em um centro de terapia intensiva (CTI) coronariano: desde a internação até após a alta

dc.creatorJuliana Karine Santos Morais
dc.date.accessioned2025-09-02T11:42:56Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:07:00Z
dc.date.available2025-09-02T11:42:56Z
dc.date.issued2025-08-11
dc.description.abstractOBJECTIVES: 1) to investigate the sleep quality reported by coronary patients in the intensive care unit (ICU) at the time of admission, after treatment, and following discharge; 2) to identify whether there was a change in the patient's perception of sleep quality and when it was perceived. METHOD: This was a prospective exploratory study with a quantitative approach. It included patients hospitalized in the coronary ICU of the Santa Casa Hospital in Belo Horizonte due to Acute Coronary Syndrome (Acute Myocardial Infarction [AMI] with and without ST-segment elevation, and Unstable Angina), aged over 18 years, of both sexes, who were invited and agreed to participate in the study. Questionnaires were used to collect sociodemographic and clinical variables, as well as instruments to control for confounding variables (pain, anxiety, and mental state assessment), and to assess sleep quality. Descriptive analysis was conducted, with results presented as means and standard deviations or medians and interquartile ranges for sample characterization. RESULTS: A total of 30 volunteers with an average age of 60.46 years (SD = 9.50), the majority of whom were male (56.7%), participated in the study. Most participants had at least one comorbidity, with hypertension (84.6%) being the most commonly observed. Statistical analysis considered a significance level of p < 0.05. A statistically significant difference was found when comparing data from phase I (admission–pre-treatment) to phase II (post-treatment), and from phase I (pretreatment) to phase III (post-hospitalization), regarding insomnia, anxiety, and sleep quality. It was found that 60% of patients reported having good sleep quality when asked directly, but according to the obtained scores, 80% actually had poor sleep quality. CONCLUSION: The study showed that patients' sleep quality was worse during the acute phase of the illness (Phase I – admission), and improved in Phases II (posttreatment) and III (post-hospital discharge). Similarly, anxiety and insomnia were worse in Phase I (admission) and improved in Phase III (post-discharge). Regarding patients' self-reports of sleep quality, the study showed that their perception of sleep was worse in Phase I (admission), with improvement in Phases II (post-treatment) and III (post-discharge). It is important to develop multidisciplinary and integrated actions to consolidate care and reduce disturbances, both environmental and those caused by the healthcare team, as a means of promoting proper sleep in the ICU. Furthermore, it is essential to raise awareness among healthcare professionals about the influence of sleep on the body's recovery, accompanied by practices that prevent the interruption of this process.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/84771
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectSíndrome coronariana aguda
dc.subjectPacientes internados
dc.subjectQualidade do sono
dc.subjectUnidades de terapia intensiva
dc.subject.otherRestrição de sono
dc.subject.otherSíndrome coronariana aguda (SCA)
dc.subject.otherQualidade de sono
dc.titleRelação entre a qualidade de sono autodeclarada e o tratamento de pacientes em um centro de terapia intensiva (CTI) coronariano: desde a internação até após a alta
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Andressa da Silva
local.contributor.advisor1Marco Túlio de Mello
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4215971444001756
local.contributor.referee1Marco Túlio de Mello
local.contributor.referee1Juliana de Melo Ocarino
local.contributor.referee1Renato de Carvalho Guerreiro
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/6285916080829619
local.description.resumoOBJETIVOS: 1) investigar a qualidade de sono referida pelo paciente coronariano no centro de terapia intensiva (CTI), na ocasião da internação, após a realização do tratamento, e depois de sua alta 2) Identificar se houve mudança na percepção da qualidade de sono do paciente e em que momento ela foi percebida. MÉTODO: Caracteriza-se como um estudo exploratório prospectivo de abordagem quantitativa que incluiu pacientes hospitalizados no CTI coronariano do Hospital Santa Casa de Belo Horizonte (SCBH) por Síndrome Coronariana Aguda -SCA (Infarto agudo do miocárdio (IAM) com e sem supra de ST, Angina Instável) acima de 18 anos, de ambos os sexos que foram convidados e aceitaram participar desse estudo. Foram aplicados questionário para coleta de variáveis sociodemográficas e clínicas do paciente, além de questionários de controle das variáveis de confusão (avaliação de dor, ansiedade e estado mental), e avaliação da qualidade do sono. Para análise de dados foi feita uma análise descritiva, em que os resultados foram apresentados como médias e respectivos desvios padrão ou mediana e intervalo interquartil para caracterização da amostra. RESULTADOS: Um total de 30 voluntários com média de idade de 60,46 anos (DP=9,50), havendo predomínio de participantes do sexo masculino (56,7%) participaram do estudo, e em sua maioria, apresentavam ao menos uma comorbidade, sendo hipertensão (84,6%) a mais observada. A análise estatística levou em consideração um nível de significância de p < 0,05. Houve diferença estatística quando comparados dados dos momentos da fase I (admissão-pré tratamento) x fase II (pós tratamento), e das fases I (pré tratamento) x III (pós internação) com relação a insônia, ansiedade e qualidade do sono. Foi encontrado que 60% dos pacientes referiam boa qualidade do sono quando essa pergunta era feita diretamente a eles, mas de acordo com o escore obtido, 80% apresentavam sono de má qualidade. CONCLUSÃO: O trabalho mostrou que a qualidade de sono dos pacientes foi pior na fase aguda da doença (fase I- admissão), e melhor nas fases II (pós tratamento) e fase III (pós alta hospitalar), assim como a ansiedade e a insônia foram pior na fase I (admissão) e melhoraram na fase III (pós alta hospitalar). Quanto ao autorrelato da qualidade de sono dos pacientes, o trabalho mostrou que a percepção do sono foi pior na fase I (admissão) com melhora nas fases II (pós tratamento) e fase III (pós alta hospitalar). É importante que sejam criadas ações multidisciplinares e integradas para agrupar o cuidado e reduzir a perturbação tanto ambiental quanto provocada pela equipe, como meio de promoção do sono adequado no CTI, além de conscientizar os profissionais do setor sobre a influência do sono na reabilitação do organismo, acompanhada de práticas que promovam a não interrupção desse processo.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentEEFFTO - ESCOLA DE EDUCAÇÃO FISICA, FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação

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