Os tons da depressão : restrições na percepção visual de cores
Carregando...
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Monografia de especialização
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
José Paulo Giovanetti
Resumo
Este estudo trata-se de uma revisão narrativa que busca compreender a relação entre a depressão e a percepção visual de cores a partir de uma abordagem fenomenológico-existencial. A motivação surgiu de relatos clínicos de clientes que, durante o diagnóstico de depressão, relataram restrições no espectro de cores percebidas. A fundamentação teórica explora a concepção de ser humano como Dasein, compreendendo a existência como abertura-compreensiva-afetiva e considerando o adoecimento como uma restrição de possibilidades existenciais, que se manifesta na corporeidade, na espacialidade e na liberdade do ser-no-mundo. A revisão de literatura revela que a depressão está associada a alterações na percepção visual de cores e contraste, indicando uma relação entre o estado depressivo e prejuízos na visão. No entanto, esses estudos focam nos aspectos físicos e comportamentais, sem abordar esse fenômeno sob uma perspectiva existencial. A discussão propõe que a restrição na percepção de cores na depressão simboliza uma ausência de afeto, sentido e possibilidades de vir-a-ser, refletindo uma existência vazia e limitada. A percepção visual, nesse contexto, é uma forma de abertura ao mundo que, quando comprometida, revela o impacto profundo da depressão na existência do indivíduo. Por fim, o trabalho conclui que a depressão afeta diversas dimensões do ser, incluindo a relação com o mundo, com a corporeidade e temporalidade.
Abstract
Assunto
.Percepção visual, Depressão mental, Fenomenologia existencial
Palavras-chave
Percepção visual, Daseinsanálise, Depressão, Fenomenologia