Práticas obstétricas na assistência ao parto e nascimento: conhecendo o setor suplementar de saúde do município de Belo Horizonte, Minas Gerais

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Resumo

O presente estudo descreve e avalia as práticas obstétricas em maternidades do setor suplementar de saúde do município de Belo Horizonte, MG, na assistência à gestantes de risco habitual, utilizando como parâmetros as recomendações da OMS e MS. Trata-se de um estudo transversal que utilizou como fonte de dados a pesquisa “Nascer em Belo Horizonte: Um inquérito sobre parto e nascimento”, realizada entre os anos de 2011 e 2012. Quatro maternidades do setor privado de Belo Horizonte participaram do estudo, totalizando 207 puérperas entrevistadas. Quanto às práticas consideradas “demonstradamente úteis” pela OMS foram observadas as seguintes frequências nos serviços dessas instituições: oferta de dieta: 5%; liberdade de movimentação: 47%; métodos não farmacológicos para o alívio da dor: 12% e presença de acompanhante no parto: 95%. Em relação às práticas consideradas “claramente prejudiciais” pela OMS a Manobra de Kristeller foi observada em 77% dos nascimentos. Como práticas “frequentemente utilizadas de modo inapropriado” foram observadas: a analgesia: 68%; o uso de ocitocina: 56%; amniotomia: 60%; a episiotomia: 49% e posição de litotomia: 96%. Foi possível concluir que nessas maternidades prevalece uma assistência obstétrica obsoleta, onde as evidências científicas preconizadas pela OMS e MS não são obedecidas.

Abstract

Assunto

Parto Humanizado, Trabalho de Parto, Enfermagem Obstétrica, Saúde Suplementar, Estudos Transversais

Palavras-chave

Enfermagem obstétrica, Parto humanizado, Setor suplementar de saúde, Trabalho de parto

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