Análise descritiva de um programa de assistência ao paciente pediátrico internado no domicílio
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Joaquim Antonio Cesar Mota
Tania Mara Lima Goncalves
Heliane Brant Machado Freire
Tania Mara Lima Goncalves
Heliane Brant Machado Freire
Resumo
Este estudo descreve o desempenho de um programa de assistência domiciliar ligado a um hospital público do Estado de Minas Gerais, relativo ao período de 2001 a 2003, durante 26 meses. Foram estudados 176 pacientes, o total dos internados pelo Programano período e suas famílias. As variáveis estudadas referem-se a condições sociais e econômicas da família e do cuidador, condições de internação do paciente, sua evolução no domicílio, procedimentos realizados e recursos utilizados. Fontes de dados: prontuários do paciente no hospital e no domicilio e documentos administrativosrelativos a profissionais, alimentação, transporte, processamento de roupas e limpeza. Resultados: O estudo evidencia a maioria absoluta das famílias em condições sócioeconômicas precárias, sendo que 35% não possuíam nenhuma renda, 55% estavam abaixo da linha de probreza e 15% habitavam em favelas. As mães eram a maioria doscuidadores que não tinham o ensino fundamental completo, trabalhava no lar ou como domésticas e foram considerados satisfatórios pela equipe em 93%. A idade das crianças, à internação no Hospital, variou de dois dias a 13 anos, sendo 50% abaixo de 16 meses. Cerca de 47% estavam abaixo do percentil 10 da curva do NCHS e 1/3 abaixo do percentil 3. As doenças respiratórias, leishmaniose visceral e septicemia predominaram. À internação domiciliar 99% apresentavam instabilidade clínica e alguns casos exigiam cuidados especiais (traqueostomia, gastrostomia e oxigenoterapia). Cada paciente recebeu em média 28 visitas e 50% receberam até 15. Todos receberam visita médica. O tempo de internação no domicilio variou de um a 427dias com uma média de 36 dias por episódio. Cerca de 24% receberam procedimentos grau III de complexidade. 12% foram re-hospitalizados pertenciam, na maioria, às famílias de pior condição sócio-econômica e apresentavam condições clínicas mais desfavoráveis à internação. A mortalidade foi de 1,1%, por insuficiência respiratória. O custo do paciente-dia enquanto no hospital foi de R$ 172,00 e no domicilio de R$ 59,00. Discussão: A taxa de mortalidade foi semelhante à do hospital. Pacientes instáveis e complexos foram assistidos com segurança. O custo por paciente-dia foi significativamente mais baixo confirmando as evidências da literatura. O tempo médio de internação foi bem mais alto que o tempo médio no Hospital, no período, sugerindo maior gravidade dos pacientes, dificuldade de transferência à atenção primária de saúdee eventual resistência das famílias à alta. Conclusões: Essa modalidade de assistência mostrou-se viável e eficaz no CGP, mesmo em condições sócio-econômicas precárias e em situações que exigem procedimentos complexos. Os resultados apontam para menores custos e maior satisfação das famílias. Sugerem-se entretanto espaços para novos estudos comparativos com a internação convencional e aprofundamento dos estudos para tão com compartilhamento das ações entre os dois níveis de atenção à saúde.
Abstract
Assunto
Pacientes domiciliares, Administração hospitalar, Assistência domiciliar, Serviços hospitalares de assistência domiciliar, Planos e programas de saúde, Equipe de assistência ao paciente, Bem-estar da criança DeC, Pediatria
Palavras-chave
Pacientes domiciliares, Cuidados domiciliares de saúde, Bem-estar da criança, Administração hospitalar, Serviços hospitalares de assistência domiciliar, Planos e programas de saúde, Equipe de assistência ao paciente, Pediatria