Todos os rios levam a sua boca: migração e poesia em José Leonilson
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Artigo de periódico
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Todos os rios levam a sua boca”: migration and poetry in José Leonilson
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Resumo
Em um convite à viagem, este ensaio procura pensar o nomadismo inquieto de José
Leonilson, e como suas relações de enraizamento ou deslocamentos com o espaço produziam
sentidos de pertencimento e habitavam suas obras poéticas em constante movimentação entre o
dentro e o fora, geografias afetivas e corporais, realidades e ficções. Para isso, o norte será pensar o
porquê de sua única obra a céu aberto se encontrar em sua cidade natal, o sul os movimentos de
pessoas e de linguagens, para a tentativa de entendimento do Nordeste como lugar de falta, revolta
ou saudade, e as geografias enquanto cartografias pessoais e corporais, até se chegar ao leste, onde o
“quarto de costura” será visto como paradigma e, a oeste, um amontoado de cadernos de viagens que
carregam impulsos estéticos e experimentos de vida, pessoas, impressões e sonhos que fazem
Leonilson querer carregar o mundo nas costas, ou, ao menos, em suas obras. Cidadão do mundo,
fazia da sua arte sua bagagem.
Abstract
In an invitation to travel, this essay seeks to think the José Leonilson’s restless nomadism,
and how his rooted relations or displacements with space produced meanings of belonging and
inhabited his poetic works in constant movement between inside and outside, affective geographies
and bodily effects, realities and fictions. For this, the north will be thinking about why his only work
in the open and in tessera is in his hometown, the south the movements of people and languages, in
an attempt to understand the Northeast as a place of lack, revolt or longing, and geographies as
personal and bodily cartographies, until reach the east, where the “sewing room” will be seen as a
paradigm and, to the west, a jumble of travel notebooks that carry aesthetic impulses and life
experiments, people, impressions and dreams that make Leonilson want to carry the world on his
back, or at least in his works. Citizen of the world, he made his art his baggage.
Assunto
Nômades, Migração
Palavras-chave
José Leonilson, Migração, Memória, Poesia, Nomadismo
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https://seer.ufu.br/index.php/tessera/article/view/60666