Rousseau e a corrupção da República

dc.creatorTamíris Moreira Simão
dc.date.accessioned2022-09-24T19:39:09Z
dc.date.accessioned2025-09-08T22:50:56Z
dc.date.available2022-09-24T19:39:09Z
dc.date.issued2022-06-30
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/45471
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Restrito
dc.subject.otherRepública
dc.subject.otherCorrupção
dc.subject.otherSoberania
dc.subject.otherVontade geral
dc.subject.otherLiberdade
dc.titleRousseau e a corrupção da República
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Carlo Gabriel Kszan Pancera
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4119515828689573
local.contributor.referee1Helton Machado Adverse
local.contributor.referee1Renato Moscateli
local.contributor.referee1Luiz Felipe Netto de Andrade e Silva Sahd
local.contributor.referee1Lucas Mello Carvalho Ribeiro
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8172310608374918
local.description.embargo2023-06-30
local.description.resumoToda a história humana, para Rousseau, é acompanhada pela corrupção. No Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens, o autor retrata o processo de corrupção da natureza humana que culmina, por fim, no despotismo – último grau de degeneração do homem e da sociedade. Já no Contrato social, o autor elabora de que modo a sociedade pode ser instituída de maneira legítima, protegendo os cidadãos da autoridade despótica. O problema é que mesmo essa sociedade está fadada a corromper-se, sendo o objeto de nosso trabalho justamente o modo pelo qual a república, alicerçada nos termos do Contrato, corrompe-se. Para Rousseau, há um conflito permanente entre governo e soberano: o primeiro atenta constantemente contra o segundo, com a finalidade de capturá-lo e desviá-lo para a satisfação de interesses particulares do governo. A corrupção da república corresponde a esse processo de desvio do soberano, bem como de seu enfraquecimento, que levam, enfim, à sua usurpação, culminando na dissolução do pacto social e no despotismo. Nesta tese, defendemos que esse processo ocorre devido a um progressivo afastamento dos cidadãos da vida política, bem como à gradativa dissolução dos laços sociais dos membros da sociedade, que se deixam absorver por tarefas e interesses particulares ao mesmo tempo em que não se percebem mais como membros de uma comunidade, desconectando seus interesses do interesse comum da sociedade. Com isso, o soberano se enfraquece, facilitando a sua usurpação pelo governo. Para Rousseau, o único modo de retardar a corrupção da república é pela união dos cidadãos,membros do soberano, que não podem jamais abdicar de seu direito e dever de exercício da soberania. Afinal, como o filósofo alerta: não é possível manter a liberdade com repouso. Quando os cidadãos deixam de preocupar-se com a coisa pública, eles propiciam e facilitam a corrupção e o seu termo máximo: a instalação do despotismo.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-6427-5025
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Filosofia

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