Associação do comprimento de telômeros em uma amostra de idosas brasileiras deprimidas

dc.creatorÉfrem Augusto Ribeiro Martins
dc.date.accessioned2023-07-11T12:18:20Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:32:22Z
dc.date.available2023-07-11T12:18:20Z
dc.date.issued2017-12-14
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/56055
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectTranstorno Depressivo Maior
dc.subjectIdoso
dc.subjectTelômero
dc.subjectEnvelhecimento
dc.subjectPrevalência
dc.subjectDissertação Acadêmica
dc.subject.otherTranstorno Depressivo Maior
dc.subject.otherIdoso
dc.subject.otherTelômero
dc.subject.otherEnvelhecimento
dc.titleAssociação do comprimento de telômeros em uma amostra de idosas brasileiras deprimidas
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Breno Satler de Oliveira Diniz
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7966465975599953
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8685328436820049
local.description.resumoO Transtorno Depressivo Maior (TDM) é um transtorno multi-fatorial e importante causa de morbidade e incapacidade. No Brasil sua prevalência é alta, sendo entre idosos igual a 34,9%. Na população geral, a prevalência de sintomas depressivos em mulheres é duas vezes maior do que em homens e a probabilidade de TDM é cerca de 30% maior em pessoas com 60 a 79 anos. O risco relativo para morrer de pessoas com depressão também é maior. Dentre as explicações propostas para o aumento de mortalidade associada a depressão, a desregulação de diversos sistemas associados ao estresse e que ocasionariam um envelhecimento acelerado seriam uma importante causa. O processo de envelhecimento celular é controlado pelos telômeros, que protegem o genoma contra mecanismos de reparo anormais do DNA. Há uma via comum entre envelhecimento e o TDM. Estudos com animais sugerem uma relação entre a integridade do telômero e comportamentos depressivos. Há vasta literatura corroborando a associação entre o comprimento dos telômeros e sintomas depressivos em adultos, mas os achados são controversos quando considerada somente a população idosa. Este estudo se propõe a avaliar se há associação entre redução de telômero em idosos do sexo feminino com depressão quando comparados com idosos sem diagnóstico psiquiátrico, controlando outros fatores associados à sua redução. Os pacientes e idosos controles são provenientes de encaminhamentos externos (postos de saúde, outros ambulatórios do Hospital das Clínicas da UFMG) e do Projeto Mais Vida. Foram triados pela equipe 498 idosos dos quais 269 foram excluídos por preencherem algum dos critérios de exclusão do projeto. 229 indivíduos encaminhados para as avaliações psiquiátrica e neuropsicológica. Ao final, participaram 65 sujeitos (37 deprimidos e 28 controles). Neste trabalho foram utilizados os dados da primeira avaliação (tempo zero). Todos os sujeitos foram avaliados clinicamente por psiquiatras e neuropsicólogos com o auxílio da ferramenta MINI-Plus. Para avaliação da gravidade dos sintomas depressivos utilizou-se a HDRS-21. Foram coletados também dados demográficos, presença de comorbidades clínicas e os medicamentos utilizados pelos participantes. O plasma foi obtido a partir de sangue total colhido em tubo com EDTA e armazenado a -80°C até as análises. O comprimento relativo dotelômero foi medido usando PCR em tempo real. Em nossa amostra não encontramos associação entre TDM e encurtamento dos telômeros em idosos. Também não foi encontrada diferença quando estratificamos o grupo de idoso com TDM em “Depressão de Início Precoce” e “Depressão de Início Tardio”. A luz de tais resultados consideramos que possa ter ocorrido mortalidade diferenciada entre os portadores de TDM, que os pacientes da amostra tenham uma telomerase mais ativa, que a exposição a outras fontes de dano ao telômero ao longo da vida superaram os efeitos do TDM. Também é importante ressaltar que há variações intra- e inter- laboratórios e que o tipo de ensaio usado influencia no achado do tamanho do telômero. Concluímos questionando a validade se o comprimento do telômero é realmente um marcador de envelhecimento celular útil em idosos e sugerimos o estudo das outras funções do telomerase. Ressaltamos a carência de estudos acerca da avaliação do comprimento de telômeros em idosos com TDM tanto na literatura em geral, e principalmente no contexto nacional.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Medicina Molecular

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