Ao toque da vista, ao alcance da imagem : arqueologia de fotografias históricas da Antártica
| dc.creator | Luara Antunes Stollmeier | |
| dc.date.accessioned | 2023-05-08T15:04:33Z | |
| dc.date.accessioned | 2025-09-09T00:58:46Z | |
| dc.date.available | 2023-05-08T15:04:33Z | |
| dc.date.issued | 2022-08-09 | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/52904 | |
| dc.language | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.rights | Acesso Aberto | |
| dc.subject | Antropologia - Teses | |
| dc.subject | Fotografias - Teses | |
| dc.subject | Antártida - Teses | |
| dc.subject | Arqueologia - Teses | |
| dc.subject.other | Arqueologia das imagens gráficas | |
| dc.subject.other | Arqueologia histórica | |
| dc.title | Ao toque da vista, ao alcance da imagem : arqueologia de fotografias históricas da Antártica | |
| dc.type | Tese de doutorado | |
| local.contributor.advisor1 | Andrés Zarankin | |
| local.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/2866806723847425 | |
| local.contributor.referee1 | Melisa Anabella Salerno | |
| local.contributor.referee1 | Rui Gomes Coelho | |
| local.contributor.referee1 | Sarah de Barros Viana | |
| local.contributor.referee1 | Luiz Cláudio Pereira Symanski | |
| local.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/3393140031226173 | |
| local.description.resumo | Essa pesquisa propõe a análise experimental de fotografias históricas antárticas, engajando a arqueologia como dispositivo de observação em difração ao realismo agencial de Karen Barad e à filosofia da fotografia de Vilem Flusser. Tais imagens se fizeram mais comuns com as expedições científico-exploratórias, a partir de 1890, tornando-se as propositoras populares de um continente de acesso restrito, que se mantém basicamente virtualizado à parte majoritária da população mundial. Da perspectiva arqueológica, há nos coletivos de fotografias vestígios de ocupações humanas e evidências de configurações que nos permitem compreender atividades ou funções exercidas em contextos específicos. O quadro teórico permite propor, entretanto, que o interesse arqueológico irradia do estado da matéria (“a fotografia”) à configuração da observação (“o fazer a imagem”), emergindo um novo objeto de análise, a imagem-fenômeno. Proponho que em tais coletivos, cada fotografia conforme um setor a ser escavado através de metodologias específicas. Cada imagem-fenômeno pode ser observada e descrita em sua superfície, como varredura de elementos figurativos e não figurativos que sugerem locais de interesse arqueológico, e escavada em dois sentidos: em profundidade (fotoquadrículas) e em extensão (fototículas). A escavação em profundidade pode ser compreendida, no sentido estrito do termo, como um atravessamento, camada por camada, que resulta na caracterização físico-química ou, no sentido abstrato do termo, na caracterização iconográfica da imagem. A escavação em extensão remete à teoria flusseriana e permite evidenciar programas engajados no fenômeno em que a imagem emergiu. Como meu objeto de pesquisa é acessado por suas matrizes digitais, desenvolvo, nesse momento, apenas a escavação em extensão de algumas imagens. Inicio com a coleção fotográfica do capitão Scott na expedição antártica britânica Terra Nova (1910-1913), composta por exercícios fotográficos realizados com instruções recebidas por Ponting, o primeiro fotógrafo profissional a atuar na Antártica. A emergência de tais imagens se faz possível pela superposição com outros fenômenos, como as fotografias da expedição antártica britânica Discovery (1901-1904), e os programas amalgamados por ambas. A superfície evidencia, portanto, camadas programáticas, que incluem o programa técnico do aparelho, o programa institucional da expedição, programas editoriais, etc. A superposição entre superfície e programas compõe uma última camada: o sistema no qual tais imagens circulam e vivem. Nesse sentido, além de evidenciarem a história de nossas intra-ações com o continente, tais imagens agem e são agenciadas, com a sua instrumentalização e circulação. Enfim, é observado um modelo proposto e agenciado com a imagem, que pode ser confrontado pela diversidade objetiva, abafada porém existente, em sua própria constituição. | |
| local.publisher.country | Brasil | |
| local.publisher.department | FAF - DEPARTAMENTO DE ANTROPOLOGIA E ARQUEOLOGIA | |
| local.publisher.initials | UFMG | |
| local.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Antropologia |