Nascer em Belo Horizonte: a trajetória das gestantes residentes e não residentes no município Belo Horizonte 2016

Carregando...
Imagem de Miniatura

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Federal de Minas Gerais

Descrição

Tipo

Monografia de especialização

Título alternativo

Primeiro orientador

Membros da banca

Resumo

Introdução: O combate à mortalidade materno-infantil tornou-se meta global após o estabelecimento dos Objetivos do Milênio pela Organização das Nações Unidas. Como estratégia para alcançar resultados positivos, as políticas públicas nesta área avançaram com a criação de leis e programas de saúde. Porém, ainda são observadas situações de precariedade na atenção a esta população, principalmente a constante peregrinação de gestantes em busca de atendimento qualificado para assistência materno-fetal, muitas vezes até entre outros municípios, colocando o binômio em situações adversas ao preconizado pelas políticas de saúde pública. Objetivo: Identificar a trajetória percorrida pela gestante em busca de assistência em Belo Horizonte, seu município de origem e os motivos da procura ou transferência para a capital. Metodologia: Estudo transversal que utilizou a base de dados da pesquisa “Nascer em Belo Horizonte: inquérito sobre Parto e Nascimento”, realizado em 11 maternidades de Belo Horizonte, entre 2011 a 2013. O critério de inclusão foi ter desfecho de parto no município de Belo Horizonte. As variáveis utilizadas foram: município de procedência da mulher; renda própria e companheiro fixo; tipo de hospital do parto (público ou privado); trajetória obstétrica da mulher (paridade, pré-natal, vinculação à maternidade, classificação de risco da gestação, tipo de parto) e desfechos perinatais (prematuridade, Apgar, reanimação em sala de parto, internação neonatal e óbito). Foi realizada uma análise estatística descritiva e bivariada. O nível de significância estatística considerado foi de 5%. Resultados: Foram estudados 1087 casos, dos quais 39,9% eram residentes de outros municípios de Minas Gerais. Dessas, prevaleceu àquelas oriundas da Região metropolitana de Belo Horizonte (87,0%). A maioria das gestantes possui renda própria, parceiro fixo, era multípara, foi classificada com gestação de risco habitual, fez pré-natal e foi vinculada a alguma maternidade O parto não ocorreu no serviço indicado em 24,9% dos casos, predominou a cesariana e as instituições públicas. Desfechos perinatais desfavoráveis ocorreram em cerca de 33% dos casos, destacando a prematuridade, com maior ocorrência em mulheres provenientes de outros municípios. Conclusões: Encontrou-se um número elevado de gestantes de outros municípios de Minas Gerais que buscam maternidades de Belo Horizonte para assistência materno-fetal, evidenciando a fragilidade da rede de serviços de saúde em prover atendimento oportuno e qualificado.

Abstract

Assunto

Gestantes, Maternidades, Parto, Serviços de Saúde

Palavras-chave

Gestante, Parto, Rede assistencial

Citação

Endereço externo

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por