Sensibilidade antimicrobiana e sorotipificação molecular de Streptococcus suis isolados de suínos entre 2022 e 2024.

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Monografia de especialização

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Membros da banca

Rafael Gariglio Clark Xavier
Roberto Maurício Carvalho Guedes

Resumo

O Brasil apresenta uma das maiores cadeias de produção de suínos do mundo. Nesse contexto, quadros de infecção por Streptococcus suis estão entre os principais desafios sanitários da suinocultura brasileira. Trata-se de uma bactéria comensal, que comumente coloniza o trato respiratório superior de suínos desde o seu nascimento, porém, em situações específicas, pode provocar infecções graves, constituindo ainda uma zoonose. O objetivo deste trabalho foi caracterizar e avaliar o perfil de sensibilidade de isolados de S. suis de suínos enviados para o diagnóstico no Laboratório de Anaeróbios entre 2022 e 2024. As amostras foram cultivadas em ágar sangue e ágar MacConkey, e as colônias foram identificadas por espectrometria de massa (MALDI-ToF) e reação da cadeia em polimerase (PCR). As amostras confirmadas foram enviadas para sorotipificação molecular em laboratório externo. A suscetibilidade antimicrobiana foi testada pelo método de disco-difusão. Também foi avaliado a capacidade dessas estirpes em produzir biofilme. No total, 30 isolados foram confirmados como S. suis pelo MALDI-ToF ou PCR. Dessas, 14 foram submetidas a sorotipagem molecular, sendo 28% do sorotipo 2, comumente associado a casos de infecções em seres humanos. Outros sorotipos como 4, 7, 9, 16 e 31 também foram encontrados. Cerca de 5 isolados (35,7%) apresentaram cápsula não tipável. Nenhum isolado foi capaz de produzir biofilme. Quase a totalidade dos isolados (97%) foram multirresistentes, sendo comum resistência as tetraciclinas, macrolídeos e lincosamidas. Foi possível observar ainda altas taxas de sensibilidade a cefalosporinas de terceira geração, penicilinas e fluorquinolonas. O presente estudo reforça a circulação do sorotipo 2 e indica que a resistência a tetraciclinas, macrolídeos e lincosamidas parece ser comum em isolados de S. suis de granjas de Minas Gerais.

Abstract

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Palavras-chave

Suino, Suinocultura, Zoonoses

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