O estranho para si mesmo: os desdobramentos do eu n'"O Duplo" (1846), de Fiódor Mikháilovitch Dostoiévski

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Primeiro orientador

Membros da banca

Elcio Loureiro Cornelsen
Maria Luiza Scher Pereira

Resumo

Os desdobramentos do eu na modernidade, considerada esta no contexto do aparecimento das grandes metrópoles e da crise do racionalismo em meados do século XIX, serão trabalhados a partir da análise de "O Duplo" (1846), de Fiódor Mikháilovitch Dostoiévski. Na novela do escritor russo, o protagonista principal duplicado no seu 'outro' suscita a percepção do eu como um estranho para si mesmo e a sensação de estranheza frente à realidade objetiva. O conceito de unheimlich ('o estranho'), desenvolvido por Freud em ensaio de mesmo nome, servirá de ferramenta para a leitura da novela, uma vez que lança luzes sobre a curiosa ambigüidade do texto de Dostoiévski, ao mesmo tempo em que é texto também emblemático da modernidade. O tema do desdobramento do eu se relaciona com a dicotomia entre a razão e a sensação, entre um eu e um não-eu, ambíguos porque simultaneamente diferentes e idênticos a si mesmos. Todo este contexto onde se inclui "O Duplo" revela o caráter polifônico da modernidade e de suas produções.

Abstract

Assunto

Polifonia, Eu em literatura, Racionalismo, Romantismo, Modernidade, Dostoievski, Fiodor, 1821-1881 Duplo Crítica e interpretação

Palavras-chave

polifonia, Desdobramento do eu, unheimlich

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