Juridiquês, poder e acesso à justiça: a linguagem simples como caminho para a democratização do direito
| dc.creator | Fabiane Aparecida Santana | |
| dc.date.accessioned | 2026-03-05T12:10:48Z | |
| dc.date.issued | 2025-12-13 | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/1966 | |
| dc.language | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.rights | Acesso aberto | |
| dc.subject | Língua e linguagem | |
| dc.subject.other | Direito; Linguagem; Poder; Juridiquês. | |
| dc.title | Juridiquês, poder e acesso à justiça: a linguagem simples como caminho para a democratização do direito | |
| dc.type | Monografia de especialização | |
| local.contributor.advisor1 | Pedro Victor Andrade | |
| local.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/1214963304735345 | |
| local.contributor.referee1 | Ana Larissa Adorno Marciotto | |
| local.contributor.referee1 | João Pedro Marques | |
| local.description.resumo | O presente artigo propõe uma análise crítica sobre um estilo retórico presente na linguagem jurídica, conhecido como “juridiquês”, problematizando a sua complexidade comunicativa e os impactos sociais decorrentes do seu uso. Historicamente marcada por tecnicismos e formalismos excessivos, a linguagem jurídica compromete sua função comunicativa ao tornar a compreensão do exercício do direito inacessível ao cidadão comum. Este breve estudo pretende demonstrar que o "juridiquês" tem atuado como um "arame farpado mais poderoso" que bloqueia o acesso ao Direito e à Justiça, funcionando não apenas como instrumento técnico, mas como expressão de poder, exclusão e identidade profissional. A incompreensão do discurso jurídico pelo cidadão médio resulta na elitização da área, tornando-a opaca e incompreensível aos leigos. Diante deste cenário, faz-se necessário questionar o papel desempenhado pela linguagem no Direito e de que forma ela pode ser transformada para promover uma comunicação mais eficiente, democrática e cidadã. Este trabalho busca valorizar o movimento da Linguagem Simples como um direito coletivo e uma estratégia de democratização. A simplificação, que não necessariamente implicaria a perda de rigor técnico, claramente resulta, como será demonstrado, em benefícios como inclusão social e melhora na eficiência institucional. A metodologia de pesquisa crítica e interdisciplinar apoia-se em dados empíricos que constatam que uma porcentagem significativa de participantes reconhece a dificuldade imposta pela complexa linguagem jurídica. O desafio reside em conciliar clareza e precisão, exigindo uma democratização cultural de toda a comunidade jurídica. A linguagem jurídica deve se converter em um instrumento capaz de promover a inclusão e a emancipação, atuando como tradução interativa para uma linguagem mais acessível e familiar à população, em vez de transparecer um mecanismo que reforça diferenças e privilégios. | |
| local.publisher.country | Brasil | |
| local.publisher.department | FALE - FACULDADE DE LETRAS | |
| local.publisher.initials | UFMG | |
| local.publisher.program | Curso de Especialização em Linguagem Jurídica | |
| local.subject.cnpq | LINGUISTICA, LETRAS E ARTES |