Síndrome de Segawa: aprimoramento do fenótipo e proposta de gestão de casos

dc.creatorAilton Cezário Alves Júnior
dc.date.accessioned2023-08-08T11:01:33Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:57:27Z
dc.date.available2023-08-08T11:01:33Z
dc.date.issued2023-06-02
dc.description.abstractIntroduction: The ultra-rare Segawa syndrome, or dopa-responsive dystonia (DRD) caused by heterozygous variants in the GTP cyclohydrolase 1 gene (AD DYT/PARK-GCH1), shows known motor manifestations and non-motor symptoms (NMS) less studied. Objectives: To expand the knowledge of the clinical and laboratory manifestations of this syndrome, helping to define its incomplete penetrance and the relevance of levodopa/other psychotropic drugs in its phenotype. Propose case management technology for affected individuals. Methods: 1) Relatives with the clinical and/or genetic diagnosis of the IVS5+3insT variant in heterozygosity in the GTP cyclohydrolase 1 gene (n = 16-23) and intrafamilial control group (n = 12-21); 2) Historical review of NMS in AD DYT/PARK-GCH1; 3) Investigation of NMS, by validated forms, and related drugs in individuals with the variant; 4) Investigation of serum levels of amino acids (and their estimated brain inflows), serotonin and daytime/nighttime melatonins, considering the use of levodopa/other psychotropic drugs, interfaced with related master's evaluations; 5) Investigation of mixed anxiety-depressive disorder and restless legs syndrome (RLS), by validated forms; 6) Case management of individuals with AD DYT/PARK-GCH1, through systematized tools, including pregnant women with RLS. Results: Depressive symptoms stood out in the review and thesis. Considered NMS, they increased the estimated penetrance of AD DYT/PARK-GCH1 from 58.80 to 88.20% in this family. In individuals with the genetic variant, the average estimated brain influx of phenylalanine was higher (p = 0.015), and, if levodopa users, the mean level of tryptophan was lower (p = 0.046). Levodopa use was correlated with lower nocturnal melatonin levels compared to the other individuals with the variant (p = 0.031), being able to change other studied correlations between pairs of variables. There was no clear association between individuals with the AD DYT/PARK-GCH1 and mixed anxiety-depressive disorder or RLS, possibly due to confounding factors. Two primiparous women with DRD and RLS using levodopa had babies with head circumference at the 5.59th percentile, caught up in the first month, with proper development, and breastfeeding. The case management of other individuals, named "Management of Rare Lives" (MRL), reduced the motor symptoms of DRD (only one case maintained poor response) and RLS (in 50% of those reevaluated in the first monitoring and in 100% in the second one; with mean severity 44.87% lower in the fourth monitoring compared to the beginning). Regarding the initial assessment, the MRL also reduced depressive symptoms (in 53.85% of the individuals and 17.20% of the mean score), anergy/abulia/apathy (in 38.38/31.55/81.75%), and the percentage of individuals with altered impulsivity scale (33.33 to 15.38%). Conclusions: Depressive symptoms increased incomplete penetrance. Levodopa use influenced proposed laboratory and clinical evaluations (such as RLS and NMS). The increased cerebral influx of phenylalanine may be a diagnostic biochemical marker in individuals with the variant. In these, associations such as the use of levodopa and lower nocturnal serum melatonin should be deeper investigated, by supposed benefits such as melatonin intake for a better quality of life. Case management proved to be effective, including in pregnant/nursing women with RLS using levodopa, and applicable to other rare diseases.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/57590
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectDistúrbios Distônicos
dc.subjectTranstornos Mentais
dc.subjectAdministração de Caso
dc.subjectGravidez
dc.subjectSíndrome das Pernas Inquietas
dc.subjectDissertação Acadêmica
dc.subject.otherSíndrome de Segawa autossômica dominante
dc.subject.otherDistonia dopa-responsiva
dc.subject.otherDistúrbios distônicos
dc.subject.otherTranstornos mentais
dc.subject.otherGestão de casos
dc.subject.otherGestação
dc.subject.otherSíndrome das pernas inquietas
dc.titleSíndrome de Segawa: aprimoramento do fenótipo e proposta de gestão de casos
dc.title.alternativeSegawa syndrome: improvement of phenotype and case management proposal
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Frederico Duarte Garcia
local.contributor.advisor1Eugenia Ribeiro Valadares
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4554170778852492
local.contributor.referee1Maria Raquel Santos Carvalho
local.contributor.referee1Fabrício de Araújo Moreira
local.contributor.referee1Raquel Tavares Boy da Silva
local.contributor.referee1Luiz Carlos Santana da Silva
local.contributor.referee1Keyla Christy Christine Mendes Sampaio
local.contributor.referee1Joel Alves Lamounier
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/6011084384746530
local.description.embargo2025-06-02
local.description.resumoIntrodução: A ultrarrara síndrome de Segawa, ou distonia dopa-responsiva (DRD) causada por variantes em heterozigose no gene da GTP ciclohidrolase 1 (DYT/PARK-GCH1 AD), apresenta manifestações motoras conhecidas e sintomas não motores (SNM) menos estudados. Objetivos: Ampliar o conhecimento das manifestações clínico-laboratoriais dessa síndrome, contribuindo para definir sua penetrância incompleta e a relevância do uso de levodopa/outros psicofármacos em seu fenótipo. Propor uma tecnologia de gestão de casos para indivíduos acometidos. Métodos: 1) Familiares com o diagnóstico clínico e/ou genético da variante IVS5+3insT em heterozigose no gene da GTP ciclohidrolase 1 (n = 16-23) e grupo controle intrafamiliar (n = 12-21); 2) Revisão histórica dos SNM na DYT/PARK-GCH1 AD; 3) Investigação de SNM, por formulários validados, e medicamentos afins em indivíduos com a variante; 4) Dosagens séricas de aminoácidos (e seus influxos cerebrais estimados), serotonina e melatonina diurno- noturna, considerando o uso de levodopa/outros psicofármacos, interfaciadas com avaliações de SNM do mestrado afim; 5) Investigação do transtorno misto de ansiedade-depressão e da síndrome de pernas inquietas (SPI), por formulários validados; 6) Gestão de casos de indivíduos com DYT/PARK-GCH1 AD, mediante ferramentas sistematizadas, incluindo gestantes com SPI. Resultados: Sintomas depressivos se destacaram na revisão e tese. Considerados como SNM, aumentaram a penetrância estimada da DYT/PARK-GCH1 AD de 58,80 para 88,20% nessa família. Em indivíduos com a variante, o influxo cerebral estimado médio da fenilalanina foi maior (p = 0,015) e, se usuários de levodopa, o nível médio de triptofano foi menor (p = 0,046). O uso de levodopa correlacionou-se com níveis mais baixos de melatonina noturna, comparados aos dos demais indivíduos com a variante (p = 0,031), sendo capaz de alterar outras correlações estudadas entre pares de variáveis. Não houve associação clara entre indivíduos com a DYT/PARK-GCH1 AD e transtorno misto de ansiedade-depressão ou SPI, possivelmente por fatores confundidores. Duas primíparas com DRD e SPI em uso de levodopa tiveram bebês com perímetro cefálico no percentil 5,59, com recuperação no primeiro mês, evoluindo bem e amamentados. A gestão de casos dos demais indivíduos, nomeada "Gestão de Vidas Raras" (GVR), reduziu os sintomas motores da DRD (apenas um caso manteve resposta pobre) e da SPI (em 50% dos reavaliados no primeiro monitoramento e em 100% no segundo; com gravidade média 44,87% menor no quarto monitoramento comparado ao início). A GVR também reduziu sintomas depressivos (em 53,85% dos indivíduos e 17,20% do escore médio), estados de anergia/abulia/apatia (em 38,38/31,55/81,75%) e o percentual de indivíduos com escala de impulsividade alterada (33,33 para 15,38%), comparativamente à avaliação inicial. Conclusões: Sintomas depressivos determinaram aumento da penetrância incompleta. O uso de levodopa interferiu nas avaliações clínicas (como SPI e SNM) e laboratoriais propostas. O influxo cerebral aumentado de fenilalanina pode ser um marcador bioquímico diagnóstico nos indivíduos com a variante. Nestes, associações como uso de levodopa e menor melatonina sérica noturna devem ser aprofundadas, por possíveis benefícios como ingestão de melatonina para melhor qualidade de vida. A gestão de casos se mostrou efetiva nesses indivíduos, incluindo gestantes/nutrizes com SPI em uso de levodopa, e aplicável a outras doenças raras.
local.identifier.orcid0000-0001-6645-613X
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde - Saúde da Criança e do Adolescente

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