Educação em Saúde: a visão dos professores de ciências sobre a importância do ensino de enteroparasitoses na educação básica

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Universidade Federal de Minas Gerais

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As enteroparasitoses são um grave problema de saúde pública devido à falta de saneamento básico e condições inadequadas de higiene e educação. A conscientização da população quanto à prevenção das enteroparasitoses é indispensável para uma profilaxia de sucesso. A educação no controle e prevenção das enteroparasitoses é uma estratégia que apresenta baixo custo financeiro, resultados significativos e duradouros. O ensino de Ciências por Investigação é uma inovação que permite rever os princípios teóricos orientadores da prática profissional e do planejamento do trabalho. Ações educativas direcionadas à prevenção de parasitoses intestinais representam uma boa estratégia de ensino desse tema em uma abordagem investigativa. O presente estudo objetivou conhecer quais enteroparasitoses que os docentes de Ciências e/ou Biologia consideram importante ensinar e o que sobre estas doenças é relevante para o ensino de ciências. Foram entrevistados 38 professores de Ciências e/ou Biologia cursistas de uma especialização lato sensu à distância da Universidade Federal de Minas Gerais após os mesmos terem lido e assinado um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. O curso foi ofertado em quatro pólos vinculado à universidade (Bom Despacho, Governador Valadares, Lagoa Santa e Sete Lagoas) entre os anos de 2013 e 2014. A coleta de dados foi realizada via questionário qualitativo composto por seis questões dissertativas. 94,74% dos entrevistados ministravam as enteroparasitoses em suas salas de aula. Todos os entrevistados consideraram importante a presença das parasitoses intestinais no currículo e apresentaram diferentes justificativas. Os entrevistados disseram que Giardia lamblia, Ascaris lumbricoides, Ancylostoma duodenale, Taenia sp., Entamoeba sp., Enterobius vermicularis, Schistossoma mansoni, Trichuris sp. e Strongyloides stercoralis devem ser ensinadas aos alunos devido às suas grandes incidência e prevalência. 89,47% dos entrevistados trabalhavam as enteroparasitoses no momento da entrevista. Dentre as estratégias pedagógicas utilizadas nas salas de aula foram citadas pelos entrevistados: jogo educativo, estudo investigativo, aula prática, ensino tradicional, trabalho em grupo e aula expositiva. Para 97,37% dos entrevistados é possível ensinar enteroparasitoses com viés investigativo através de diferentes metodologias. 60,53% dos professores afirmaram que os livros apresentam informações resumidas sobre enteroparasitoses, sendo necessária a complementação dos mesmos com outras fontes bibliográficas. Conclui-se que os professores de Ciências/Biologia consideram importante a presença das enteroparasitoses no currículo escolar e trabalham tal tema via diferentes estratégias pedagógicas. Eles consideram também a possibilidade do ensino de enteroparasitoses com viés investigativo e divergem quanto aos livros didáticos, sendo que a maioria usa material bibliográfico complementar enquanto que a minoria evita sobrecarregar de informações seus alunos.

Abstract

Assunto

Saneamento  , Saúde pública  , Doenças parasitárias  

Palavras-chave

Ensino por Investigação, Enteroparasitoses, Educação em Saúde

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