Educação em Saúde: a visão dos professores de ciências sobre a importância do ensino de enteroparasitoses na educação básica

dc.creatorKamila Nunes Maia
dc.date.accessioned2019-08-14T01:04:53Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:16:49Z
dc.date.available2019-08-14T01:04:53Z
dc.date.issued2014-12-06
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUBD-9Z2GRY
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectSaneamento  
dc.subjectSaúde pública  
dc.subjectDoenças parasitárias  
dc.subject.otherEnsino por Investigação
dc.subject.otherEnteroparasitoses
dc.subject.otherEducação em Saúde
dc.titleEducação em Saúde: a visão dos professores de ciências sobre a importância do ensino de enteroparasitoses na educação básica
dc.typeMonografia de especialização
local.contributor.advisor1Carmen Maria De Caro Martins
local.description.resumoAs enteroparasitoses são um grave problema de saúde pública devido à falta de saneamento básico e condições inadequadas de higiene e educação. A conscientização da população quanto à prevenção das enteroparasitoses é indispensável para uma profilaxia de sucesso. A educação no controle e prevenção das enteroparasitoses é uma estratégia que apresenta baixo custo financeiro, resultados significativos e duradouros. O ensino de Ciências por Investigação é uma inovação que permite rever os princípios teóricos orientadores da prática profissional e do planejamento do trabalho. Ações educativas direcionadas à prevenção de parasitoses intestinais representam uma boa estratégia de ensino desse tema em uma abordagem investigativa. O presente estudo objetivou conhecer quais enteroparasitoses que os docentes de Ciências e/ou Biologia consideram importante ensinar e o que sobre estas doenças é relevante para o ensino de ciências. Foram entrevistados 38 professores de Ciências e/ou Biologia cursistas de uma especialização lato sensu à distância da Universidade Federal de Minas Gerais após os mesmos terem lido e assinado um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. O curso foi ofertado em quatro pólos vinculado à universidade (Bom Despacho, Governador Valadares, Lagoa Santa e Sete Lagoas) entre os anos de 2013 e 2014. A coleta de dados foi realizada via questionário qualitativo composto por seis questões dissertativas. 94,74% dos entrevistados ministravam as enteroparasitoses em suas salas de aula. Todos os entrevistados consideraram importante a presença das parasitoses intestinais no currículo e apresentaram diferentes justificativas. Os entrevistados disseram que Giardia lamblia, Ascaris lumbricoides, Ancylostoma duodenale, Taenia sp., Entamoeba sp., Enterobius vermicularis, Schistossoma mansoni, Trichuris sp. e Strongyloides stercoralis devem ser ensinadas aos alunos devido às suas grandes incidência e prevalência. 89,47% dos entrevistados trabalhavam as enteroparasitoses no momento da entrevista. Dentre as estratégias pedagógicas utilizadas nas salas de aula foram citadas pelos entrevistados: jogo educativo, estudo investigativo, aula prática, ensino tradicional, trabalho em grupo e aula expositiva. Para 97,37% dos entrevistados é possível ensinar enteroparasitoses com viés investigativo através de diferentes metodologias. 60,53% dos professores afirmaram que os livros apresentam informações resumidas sobre enteroparasitoses, sendo necessária a complementação dos mesmos com outras fontes bibliográficas. Conclui-se que os professores de Ciências/Biologia consideram importante a presença das enteroparasitoses no currículo escolar e trabalham tal tema via diferentes estratégias pedagógicas. Eles consideram também a possibilidade do ensino de enteroparasitoses com viés investigativo e divergem quanto aos livros didáticos, sendo que a maioria usa material bibliográfico complementar enquanto que a minoria evita sobrecarregar de informações seus alunos.
local.publisher.initialsUFMG

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