Ensinando a língua portuguesa em contextos de inclusão social: questões sensíveis a grupos minoritarizados por meio de um projeto didático de gênero
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Leonardo Antonio Soares
Silvane Aparecida Gomes
Silvane Aparecida Gomes
Resumo
Esta pesquisa trata da elaboração de um material didático na forma de um projeto didático de gênero (PDG), concebido a partir do gênero textual propaganda social digital, destinado a alunos e alunas do 1º ano do Ensino Médio, com vistas ao desenvolvimento de suas capacidades de linguagem e à promoção de uma prática social voltada às relações étnico-raciais, especificamente, à valorização e à promoção da imagem, do protagonismo, das culturas e da história da mulher afro-brasileira. Nesse propósito, dedica-se, primeiramente, a elaborar um modelo didático de gênero para o gênero propaganda social digital (De Pietro; Schneuwly, 2014; Machado; Cristóvão, 2006; Bueno, 2009; Messias, 2014), em seguida, a formular atividades de leitura e de produção de texto direcionadas ao desenvolvimento das capacidades de linguagem dos alunos (Dolz; Pasquier; Bronckart, 2017 [1993]; Cristóvão et al, 2010; Cristóvão; Stutz, 2011; Lenharo, 2016; Cacilho, 2016) e, por fim, a propor a produção de propagandas sociais digitais que abordem a valorização do grupo social “mulheres negras” e divulgá-las no meio digital, no âmbito escolar e extraescolar, realizando, assim, uma prática social voltada ao combate ao preconceito, à exclusão e à invisibilidade desse grupo. Esta pesquisa desenvolveu-se, principalmente, sob o viés teórico-metodológico do interacionismo sociodiscursivo (Bronckart, 1999, 2008) e dos estudos realizados pelo Grupo de Genebra sobre gêneros textuais na escola (Dolz; Schneuwly, 2004). As ações pretendidas fundamentam-se também nos projetos de letramento (Kleiman, 2000, 2007) e nas sequências didáticas (Dolz, Noverraz; Schneuwly, 2004), como bases da proposta do projeto didático de gênero (PDG) (Guimarães; Kersch, 2012), nos estudos sobre o gênero propaganda social (Pinho, 2001; 2005; 2012; Vigano, 2011; Sandmann 2020 [1993]; Sant’Anna, 2005) e nos estudos sobre multiletramentos e novos letramentos (Rojo; Moura, 2012). Trata-se de uma pesquisa qualitativa propositiva, uma vez que, a partir de um problema identificado pela pesquisadora no contexto educacional em que se insere, são tomadas a prática social pretendida, a temática a ser abordada e as capacidades de linguagem a serem mobilizadas nas atividades elaboradas. Assim, espera-se que o PDG produzido seja útil ao ensino de Língua Portuguesa nas escolas, não só para desenvolver nos alunos as capacidades de linguagem, mas também para promover o combate ao racismo e para problematizar a subalternidade e principalmente a visibilidade e a valorização feminina negra no material didático, na comunidade escolar e extraescolar e na sociedade em geral.
Abstract
Esta pesquisa trata da elaboração de um material didático na forma de um projeto didático de gênero (PDG), concebido a partir do gênero textual propaganda social digital, destinado a alunos e alunas do 1º ano do Ensino Médio, com vistas ao desenvolvimento de suas capacidades de linguagem e à promoção de uma prática social voltada às relações étnico-raciais, especificamente, à valorização e à promoção da imagem, do protagonismo, das culturas e da história da mulher afro-brasileira. Nesse propósito, dedica-se, primeiramente, a elaborar um modelo didático de gênero para o gênero propaganda social digital (De Pietro; Schneuwly, 2014; Machado; Cristóvão, 2006; Bueno, 2009; Messias, 2014), em seguida, a formular atividades de leitura e de produção de texto direcionadas ao desenvolvimento das capacidades de linguagem dos alunos (Dolz; Pasquier; Bronckart, 2017 [1993]; Cristóvão et al, 2010; Cristóvão; Stutz, 2011; Lenharo, 2016; Cacilho, 2016) e, por fim, a propor a produção de propagandas sociais digitais que abordem a valorização do grupo social “mulheres negras” e divulgá-las no meio digital, no âmbito escolar e extraescolar, realizando, assim, uma prática social voltada ao combate ao preconceito, à exclusão e à invisibilidade desse grupo. Esta pesquisa desenvolveu-se, principalmente, sob o viés teórico-metodológico do interacionismo sociodiscursivo (Bronckart, 1999, 2008) e dos estudos realizados pelo Grupo de Genebra sobre gêneros textuais na escola (Dolz; Schneuwly, 2004). As ações pretendidas fundamentam-se
também nos projetos de letramento (Kleiman, 2000, 2007) e nas sequências didáticas (Dolz, Noverraz; Schneuwly, 2004), como bases da proposta do projeto didático de gênero (PDG) (Guimarães; Kersch, 2012), nos estudos sobre o gênero propaganda social (Pinho, 2001; 2005; 2012; Vigano, 2011; Sandmann 2020 [1993]; Sant’Anna, 2005) e nos estudos sobre multiletramentos e novos letramentos (Rojo; Moura, 2012). Trata-se de uma pesquisa qualitativa propositiva, uma vez que, a partir de um problema identificado pela pesquisadora no contexto educacional em que se insere, são tomadas a prática social pretendida, a temática a ser abordada e as capacidades de linguagem a serem mobilizadas nas atividades elaboradas. Assim, espera-se que o PDG produzido seja útil ao ensino de Língua Portuguesa nas escolas, não só para desenvolver nos alunos as capacidades de linguagem, mas também para promover
o combate ao racismo e para problematizar a subalternidade e principalmente a visibilidade e a valorização feminina negra no material didático, na comunidade escolar e extraescolar e na sociedade em geral.
Assunto
Língua portuguesa – Estudo e ensino, Gêneros textuais, Relações raciais, Relações étnicas, Mulheres na indústria da propaganda
Palavras-chave
Projeto didático de gênero, Propaganda social digital, Capacidades de linguagem, Relações étnico-raciais
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