Educação afetivo-sexual emancipatória: construindo uma educação não binária a partir de temas geradores

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Membros da banca

Renata Pereira Lima Aspis
Roney Polato de Castro

Resumo

Esta pesquisa teve como objetivo desenvolver uma abordagem de ensino sobre Educação Afetivo-Sexual (EAS) voltada para adolescentes. Propõe diálogo entre diferentes saberes, discussões de valores e interpretações de situações cotidianas, com o intuito de contribuir para a tomada de consciência sobre o próprio corpo e sobre direitos sexuais e reprodutivos, corroborando para a construção de relações afetivas-sexuais saudáveis. A presente pesquisa é guiada por perspectivas queer e indígenas, traz como principais referências Paul Preciado, Guacira Louro, Glória Anzaldúa e Ailton Krenak. Partindo desta base, foi desenvolvido um conjunto de atividades relacionadas a EAS, com público de 10 a 13 anos, em uma ONG voltada para educação e cultura, destinada a crianças, adolescentes e jovens, situada em uma comunidade que vive na várzea de um rio que enche todo verão, em um município dominado pela mineração, na região metropolitana de Belo Horizonte. A proposição e organização das atividades foi realizada a partir do levantamento de Temas Geradores, metodologia desenvolvida por Paulo Freire, na qual é feita a codificação e descodificação de situações presentes na realidade, com acréscimo de temas dobradiça, objetivando a superação de situações-limites. A análise das transcrições dos áudios gravados foi realizada a partir da Análise Textual Discursiva (ATD), que, através da desconstrução e reconstrução dos discursos produzidos nos encontros, buscou compreender relações, falas e concepções acerca desta temática. Como resultado tivemos o desenvolvimento de um recurso educacional, que contém o conjunto de atividades realizadas. Este, se organiza como um meio flexível, guiado por dúvidas e interesses e norteado pela busca de temas geradores, para abordar temáticas de diversidade, empatia e educação afetivo-sexual e proporcionar reflexões sobre identidade de gênero, autoconhecimento, respeito ao outro e a si, maternidade e paternidade. Os temas geradores que orientaram as escolhas e reformulações das atividades, foram: violência, relações e binarismo de gênero, sexo e maternidade. Temas estes que caminharam junto aos metatextos gerados a partir da ATD, indicando conexão entre ambas metodologias. Nossas conclusões apontam a busca por temas geradores como um caminho metodológico frutífero para se desenvolver propostas de educação afetivo-sexual emancipatória. Por fim, proponho uma educação não binária e- como posto por Jota Mombaça- uma redistribuição desobediente e anticolonial da violência, como tentativa, ainda que falha, de subverter a colonialidade de gênero.

Abstract

Assunto

Educação, Educação sexual, Educação do adolescente, Violência - Relações de gênero, Indígenas - Educação, Teoria queer - Aspectos educacionais

Palavras-chave

Adolescentes, Educação afetivo-sexual emancipatória, Indígena, Queer, Violência

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