Território de cidadania: ensaios de gestão pública compartilhada na mata atlântica

dc.creatorPaulo Dimas Rocha de Menezes
dc.date.accessioned2019-08-11T18:48:59Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:14:02Z
dc.date.available2019-08-11T18:48:59Z
dc.date.issued2012-02-24
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/MPBB-8TQERV
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectCidadania
dc.subjectTerritorialidade humana
dc.subjectMata Atlântica  
dc.subjectGeografia política
dc.subject.otherTerritório
dc.subject.otherDiversidade
dc.subject.otherGeografia política
dc.subject.otherAutonomia
dc.subject.otherCidadania
dc.titleTerritório de cidadania: ensaios de gestão pública compartilhada na mata atlântica
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Cassio Eduardo Viana Hissa
local.contributor.referee1Doralice Barros Pereira
local.contributor.referee1Andre Velloso Batista Ferreira
local.contributor.referee1Jose Geraldo Pedrosa
local.contributor.referee1Raul Francisco Magalhães
local.description.resumoA Mata Atlantica e o dominio em que habita esta pesquisa-acao. Antes, muito mais, abriga cinco seculos da geografia de uma nacao que extraiu daquela mesmo seu nome, Brasil. O impacto desta historia: em apenas 8% das florestas remanescentes, ilhas de megadiversidade biologica configuram um dos 25 hotspots mundiais pontos do planeta que mais concentram especies endemicas e ameacadas de extincao. Situacao analoga, quanto a diversidade cultural: a fragmentacao do bioma resultou na extincao de linguas e etnias, no isolamento dos povos nativos e na invisibilidade de seus saberes. Neste universo, uma utopia transescalar se desenha. A sustentabilidade deste dominio e a manutencao de suas diversidades sao objetivos de iniciativas locais, regionais e internacionais que se interconectam no Extremo Sul da Bahia. Neste territorio patrimonio da humanidade que abrigou um dos ultimos reencontros da diaspora humana, sujeitos-autores se encontram para reescrever uma historia e ensaiar outra geografia: inverter os fluxos da colonizacao, respeitar alteridades, valorizar diversidades, traduzir diferencas, resolver conflitos, revelar igualdades, dialogar, refletir, agir governar. Na escala do lugar, se mobilizam para repor florestas e reduzir pobrezas em um Corredor Ecologico; tambem ali se reunem, em diversas instancias de deliberacao participativa, para determinar um projeto de sustentabilidade regional; na escala do bioma, se articulam para a configuracao de um amplo pacto nacional pelas florestas da Mata Atlantica. Sustentar teorica e politicamente a vertente emancipatoria destes projetos e o objetivo desta tese. O conceito de cidadao governante determina a hipotese de insuficiencia da democracia para realizacao de interesses publicos. Talhipotese demanda outros modos de acao e reflexao modos libertarios e republicanos, que complementam os modos democraticos correntes, para reinvencao da cidadania como forma de governo. A iluminacao do encontro trans-historico entre o pensamento politico amerindio e as primeiras reflexoes libertarias da modernidade possibilita ir alem das fronteiras da competicao e da guerra ou do paradigma colonial moderno. Avançar nesta trilha significa resgatar, sob os escombros da ideologia do progresso, a dimensao politica da amizade, da autonomia e da cooperacao, na tentativa de desenhar um verdadeiro estado de excecao no ocidente. A viabilidade topica geografica deste outro estado demanda a explicitacao efetiva da autonomia imediata de todo aquele que se declara concidadao para atuacao em processos de compartilhamento da gestao publica. Nesse caminho, os sujeitos do conhecimento e da acao coletiva sao tambem coautores de outra geografia politica, determinante de multiplas soberanias em territorios compartilhados. Em seus movimentos de cidadania e organizacoes em rede realizam uma pulsao libertaria original, que ultrapassa o nivel da mera indignacao, manifestacao e participacao, para efetivacao de uma liberdade e igualdade imanentes e inviolaveis. Um unico imperativo e capaz de se impor a estes cidadaos, exatamente porque deles e constituinte governai-vos.
local.publisher.initialsUFMG

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